O avião pousou sem problemas. Assim que Serena Barbosa desembarcou, seu celular recebeu uma notificação. Ela olhou e viu que era de Leonardo Gomes.
“Me avise quando aterrissar.”
Ela respondeu: “Cheguei. Obrigada pela preocupação.”
Atrás dela, Alan se aproximou empurrando a bagagem de Serena. Ele se tornou, de forma diligente, seu guarda-costas.
— Senhor Alan, obrigada — disse Serena Barbosa a ele.
— É o meu dever — respondeu Alan.
Nesse momento, um carro particular parou em frente a Serena Barbosa. Após Alan conversar com o motorista, ele se virou para Serena e disse: — Este é o carro que o Presidente Gomes providenciou. Senhorita Barbosa, por favor, entre.
Serena Barbosa olhou para o luxuoso carro particular e, sem dizer mais nada, entrou obedientemente. Ela entendia que, naquele momento, qualquer recusa ou cerimônia pareceria artificial.
Já que Leonardo Gomes havia organizado tudo a esse ponto, ela simplesmente aceitaria.
O carro seguiu suavemente em direção à cidade, com Alan no banco do passageiro.
A conferência seria realizada em uma das melhores universidades do país M, e o hotel de Serena Barbosa ficava a apenas duzentos metros do campus.
Ao chegar ao quarto, Serena Barbosa desfez as malas e continuou a trabalhar. A semana seguinte seria agitada.
Depois de digitar por meia hora, seus olhos começaram a arder. Olhando pela janela para a paisagem urbana estrangeira, ela pensou nos arranjos que Leonardo Gomes havia feito para sua viagem, como uma pequena pedra atirada no lago de seu coração.
Ela sabia que ele estava, à sua maneira, tentando silenciosamente compensá-la e se reaproximar.
Serena Barbosa fechou os olhos. Nos últimos três anos, tantas coisas haviam acontecido, muitos mal-entendidos foram esclarecidos, e seus sentimentos por Leonardo Gomes também haviam mudado, passando da frieza do divórcio para uma convivência pacífica.
Observando-os desaparecer, a cena de agora há pouco foi como uma chave que abriu uma caixa empoeirada no fundo da memória de Serena Barbosa.
O tempo parecia ter voltado àquela tarde de início de verão, na esquina do hospital.
Naquela época, ela havia acabado de se formar no ensino médio e recebera a carta de aceitação da Faculdade de Medicina da Cidade A. Ela gostava de levar um livro para a biblioteca do hospital de seu pai, lendo enquanto esperava que ele terminasse o expediente.
E naquele dia, ela esbarrou em alguém. Ela andava com pressa, e a outra pessoa também. Com um baque, a colisão foi forte.
Uma pilha de documentos que ela havia imprimido se espalhou pelo chão. Ela não teve tempo de ver em quem havia esbarrado.
Primeiro, ela se abaixou para pedir desculpas e começou a juntar os papéis.
Ela sentiu que a outra pessoa também se agachou. Viu um par de mãos longas e limpas. Na última folha de papel, sua mão se estendeu, e a mão dele a segurou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Entre Cicatrizes e Esperança
Eu não consigo comprar moedas pede pra desvendar o segredo do livre não consigo desbloquear tão linda a história...
Gostaria de receber livro em PDF,Entre cicatrizes e Esperança...