Ele vestia uma camisa branca e calças sociais, com o cabelo penteado, como se tivesse acabado de sair de uma reunião importante.
— Leonardo, já voltou. — Paulo Serra o cumprimentou.
Serena Barbosa olhou para o relógio de pulso e disse a Leonardo Gomes: — Por favor, cuide da Yaya. Preciso subir.
Leonardo Gomes assentiu. — Tudo bem! Pode ir.
Serena Barbosa disse a Paulo Serra: — Conversem. Eu já vou.
Serena tinha, de fato, um relatório importante para escrever e caminhou rapidamente em direção ao prédio.
Paulo Serra desviou o olhar de Serena e, pela breve e natural conversa deles, percebeu que a distância entre eles havia diminuído consideravelmente.
E a atitude de Serena em relação a ele não era mais de resistência e distanciamento como antes.
Parecia que um novo e sutil equilíbrio havia se formado entre eles, um equilíbrio construído sobre a base de criar a filha juntos e do apoio profissional que Leonardo Gomes oferecia a Serena.
Ele entendeu.
— Parece que vocês estão se dando cada vez melhor. — disse Paulo Serra com um tom de provocação.
O olhar de Leonardo Gomes se desviou das costas de Serena e se voltou para o amigo. Seu sorriso continha um toque de resignação, mas também de firmeza. — O caminho ainda é longo.
Essas poucas palavras resumiam seu estado de espírito atual. Ele sabia claramente dos limites que Serena havia estabelecido e entendia a paciência e o esforço que precisaria dedicar.
Nesse momento, Vivian e Yasmin Gomes se aproximaram. Paulo Serra olhou a hora e disse a Leonardo Gomes: — Vou levar a Vivian para cima.
— Papai, passeia um pouco comigo? — Yasmin Gomes pediu, segurando a mão de Leonardo Gomes.
— Presidente Gomes, precisa que enviemos as fotos da Srta. Ribeiro?
— Não é necessário. — A voz de Leonardo Gomes ficou um pouco mais fria.
A pessoa do outro lado respondeu imediatamente: — Certo. Continuaremos acompanhando a situação e reportaremos qualquer novidade assim que possível.
Desligando o telefone, Leonardo Gomes abriu uma pequena garrafa de uísque. Em frente à janela panorâmica, ele saboreou a bebida. Era a que havia comprado no supermercado com Serena Barbosa da última vez, e foi ela quem pagou.
Ao meio-dia do dia seguinte, um voo pousou. Lorena Ribeiro saiu do desembarque de mau humor. Antigamente, suas viagens eram sempre acompanhadas por um carro com motorista; a qualquer momento, ela recebia o melhor tratamento.
Mas agora, carregando sua mala, ela estava parada na entrada do aeroporto, olhando para a longa fila de pessoas esperando por um táxi. Sem um carro particular, ela só podia se juntar à fila com sua bagagem.
Ela colocou os óculos de sol e um chapéu. Alguns olhares masculinos a percorreram de cima a baixo, o que a incomodou. Então, sentiu o cheiro do perfume de uma garota à sua frente. O aroma de baixa qualidade a fez franzir o nariz e, instintivamente, cobri-lo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Entre Cicatrizes e Esperança
Eu não consigo comprar moedas pede pra desvendar o segredo do livre não consigo desbloquear tão linda a história...
Gostaria de receber livro em PDF,Entre cicatrizes e Esperança...