Serena ignorou o elogio e disse:
— Vamos.
Durante o trajeto, eles conversaram pouco. Ao chegarem ao campo de golfe, o ambiente era tranquilo, com uma vista ampla e grama verdejante. Apenas pisar ali já proporcionava uma sensação revigorante.
O mesmo aconteceu com Serena, que há muito tempo não via um gramado tão verde. Seu humor relaxou e ela se sentiu mais à vontade.
— Você ainda se lembra dos movimentos que Paulo Serra te ensinou da última vez? — perguntou Leonardo de repente.
Serena tentou se lembrar da última vez que jogou golfe. Paulo havia apenas ensinado como segurar o taco e bater na bola, mas agora ela já tinha esquecido tudo.
Leonardo sorriu, estreitando os olhos.
— Hoje, eu te ensino.
— Posso não aprender? — perguntou Serena, erguendo o olhar.
— Já que estamos aqui, por que não aprender? Assim a visita não terá sido em vão — aconselhou Leonardo.
Serena pensou que, já que era o preço de passar o dia com ele, era melhor que a convivência fosse harmoniosa e sem muitos atritos.
— Tudo bem — assentiu Serena.
Leonardo mostrou-se um professor paciente. Pegou o taco e começou a explicar detalhadamente, desde a forma de segurá-lo até a técnica da tacada. Serena se perguntou se a habilidade de Lorena Ribeiro no golfe também se devia a uma explicação tão minuciosa dele.
Percebendo sua distração, Leonardo sorriu e perguntou:
— Minha explicação está tão entediante assim? Já se distraiu?
— Foi você quem ensinou Lorena Ribeiro a jogar? — Serena perguntou sem pensar.
Mas assim que as palavras saíram, ela se arrependeu. Por que de repente perguntou isso a ele?
Leonardo também ficou surpreso por alguns segundos. Em seguida, seu olhar profundo pousou no rosto dela, e ele respondeu com uma voz clara e firme:
— Não.
Ele olhou diretamente nos olhos de Serena e repetiu:
— Eu nunca ensinei nada a ela. Nem golfe, nem qualquer outra coisa.
Serena desviou o rosto instintivamente.
— Eu só perguntei por perguntar. Continue a explicação.
Leonardo, no entanto, não retomou a aula imediatamente. Seu olhar permaneceu fixo no rosto dela.
— Quer conversar sobre o nosso passado?
Serena balançou a cabeça.
— Vamos jogar.
Observando a expressão relaxada dela, Leonardo mencionou, como quem não quer nada:
— A câmara de comércio está oferecendo uma vaga para um congresso internacional de pesquisa científica no país M, que acontecerá no final do mês. O tema está relacionado aos avanços da neurociência. O Sr. Castro já enviou sua inscrição, você pode ir.
Serena estava acompanhando esse congresso e ficou agradavelmente surpresa ao saber que Steve Castro havia feito sua inscrição.
— Sério? Tenho que agradecer ao Sr. Castro.
Leonardo sorriu.
— É puramente o investidor demonstrando confiança no futuro do projeto e se esforçando para conseguir os melhores recursos para você.
— O Sr. Castro foi muito atencioso. Por favor, diga a ele que eu irei — o olhar de Serena expressava sua gratidão a Steve Castro.
Ela realmente precisava de uma plataforma como essa para intercâmbio, o que seria crucial para o avanço de sua pesquisa. Steve Castro era o investidor de oitenta por cento do projeto, e Serena reconhecia seu gesto.
Leonardo assentiu e não disse mais nada, apenas empurrou a bandeja de frutas para mais perto dela.
Na agitação da metrópole, poder relaxar sob o sol, na grama e em um espaço amplo era muito reconfortante.
— Vou dar algumas tacadas — disse Leonardo, levantando-se.
Minutos depois, duas jovens se sentaram sob o guarda-sol ao lado. Primeiro, tiraram várias fotos, e então uma delas exclamou de repente:
— Meu Deus! Aquele não é o presidente do Grupo Gomes?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Entre Cicatrizes e Esperança
Eu não consigo comprar moedas pede pra desvendar o segredo do livre não consigo desbloquear tão linda a história...
Gostaria de receber livro em PDF,Entre cicatrizes e Esperança...