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Entre Cicatrizes e Esperança romance Capítulo 1330

Ele estendeu a mão, pegou o remédio e engoliu o comprimido com água. Em seguida, seu olhar pousou no rosto de Serena Barbosa e ele disse em voz baixa:

— Obrigado.

Serena Barbosa jogou fora o copo de papel e colocou o remédio na mão dele.

— Leve para casa para tomar depois!

Serena Barbosa voltou para o carro, deu a partida e dirigiu em direção ao estacionamento subterrâneo do condomínio. Leonardo Gomes fechou os olhos novamente, como se tivesse adormecido.

Quando Serena Barbosa estacionou o carro, Leonardo Gomes abriu lentamente os olhos; a dor de estômago parecia ter aliviado um pouco.

Ele abriu a porta do carro e saiu, e os dois caminharam em direção ao elevador.

— Serena Barbosa, obrigado por hoje à noite. — Leonardo Gomes falou em voz baixa, com um tom sério.

— De nada. — Serena Barbosa mordiscou os lábios vermelhos. Fosse ele, Murilo ou qualquer outro passageiro que ela transportasse, ela faria o mesmo.

Leonardo Gomes olhou para ela, com uma torrente de emoções nos olhos. Era evidente que ele também percebera que, para Serena Barbosa, aquilo era apenas um gesto de cuidado humanitário.

No elevador, o espaço confinado novamente os deixou a sós. Leonardo Gomes encostou-se na parede da cabine, com o olhar fixo em Serena Barbosa. Em seu olhar perdido, uma profunda e nostálgica afeição começou a surgir gradualmente.

Com um som de “ding!”, as portas do elevador se abriram; o vigésimo sétimo andar havia chegado.

Leonardo Gomes endireitou o corpo e, ao sair do elevador, parecia que queria dizer algo, mas no final, apenas disse em voz baixa:

— Boa noite.

Serena Barbosa, por sua vez, não disse nada; as portas do elevador já haviam se fechado.

Logo depois, Serena Barbosa voltou para casa, brincou um pouco com Gogo e subiu para tomar um banho. Talvez por ter estado perto de bebidas, sentia um leve cheiro de álcool em si mesma.

Serena Barbosa tomou um banho e, com a filha ausente, pôde ler um livro em silêncio e fazer algo que quisesse, como aplicar uma máscara facial.

O peito de Fernanda Silveira estava pesado de frustração. A única boa notícia era que o processo contra seu pai fora aberto. Por mais que ele se defendesse com astúcia, ele ficaria preso por dez ou vinte anos.

Fernanda Silveira não sentia mais pena dele, pois ele merecia. Em breve, ela também faria com que o lado de sua mãe soubesse o que Viviane Lopes, essa prima distante, havia feito. Ela a transformaria numa pária, a amante que todos desprezariam.

Amanhã seria o aniversário de setenta anos de sua avó materna, e Viviane Lopes era uma das convidadas. Fernanda Silveira já havia preparado um grande espetáculo para ela.

Toda a família estaria presente amanhã, em um banquete no salão de festas do hotel. Ela faria com que toda a família visse como Viviane Lopes seduziu seu pai pelas costas de sua mãe e ainda teve um filho bastardo.

Quanto ao um bilhão de seu pai, ela precisaria esperar a sentença do caso dele para depois pensar em uma maneira de reaver o dinheiro.

No dia seguinte!

Na luz tênue do amanhecer, Serena Barbosa usava uma roupa de ginástica cinza-clara, com os longos cabelos presos em um rabo de cavalo. Depois de já ter corrido duas voltas pelo condomínio, sua testa e a ponta do nariz estavam cobertas por um suor fino, e suas bochechas, coradas pelo exercício, irradiavam uma saúde vibrante.

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