Serena Barbosa olhou para ele mais uma vez, depois pegou sua xícara de chá e bebeu com naturalidade. Os colegas ao redor não notaram nada, pois, em uma mesa de jantar, tal preocupação parecia bastante comum.
Depois disso, Leonardo Gomes não tocou mais na taça de vinho e, em vez disso, comeu alguns bocados de comida lentamente.
Murilo Rocha voltou logo depois, visivelmente embriagado, mas ainda consciente. Ele perguntou a Serena Barbosa:
— Já comeu o suficiente?
Serena Barbosa assentiu.
— Sim, estou satisfeita. Coma um pouco também.
Murilo Rocha assentiu. Alguém lhe entregou uma garrafa de água mineral, e ele a pegou e bebeu. Sob a luz, sua aura de intelectual gentil se destacava, atraindo os olhares de algumas jovens colegas.
Murilo Rocha tinha muitos admiradores na empresa, mas geralmente estava tão absorto em seu trabalho de pesquisa que mantinha distância, mesmo quando as garotas se aproximavam.
Do outro lado da mesa, um par de olhos se estreitou, fixando-se no rosto de Murilo Rocha. A aura calorosa que ele exalava era algo que lhe faltava. Ele pensou que talvez fosse isso que havia atraído Serena Barbosa no passado.
O ambiente em que vivia o acostumara a controlar tudo, a se apresentar com uma faceta dura e imponente, mas lhe faltava a gentileza de Murilo Rocha, que era como uma brisa de primavera.
Mas ele rapidamente suprimiu esse sentimento. Agora, contanto que a mulher à sua frente estivesse feliz e não o olhasse com aquele olhar distante, ele estava disposto a fazer qualquer mudança.
Às oito e meia, o jantar de comemoração estava chegando ao fim. Os outros colegas planejavam ir para um karaokê, mas Serena Barbosa, Murilo Rocha e Leonardo Gomes não iriam.
Serena Barbosa, vendo Murilo Rocha bêbado, sabia que ele não poderia dirigir e se ofereceu:
— Murilo, eu te levo para casa.
Antes que Murilo Rocha pudesse responder, Vitor Guedes deu um passo à frente e disse a Serena Barbosa de forma natural:
— Srta. Barbosa, eu e o Dr. Murilo estamos indo na mesma direção. Deixe que eu o leve.
Serena Barbosa ficou surpresa.
Leonardo Gomes assentiu levemente, e Vitor Guedes ajudou Murilo Rocha a sair do restaurante.
Logo, restaram apenas Serena Barbosa e Leonardo Gomes no restaurante. Os garçons não os incomodaram.
— Consegue andar? — perguntou Serena Barbosa ao homem à sua frente.
Leonardo Gomes assentiu.
— Sim — dizendo isso, ele se levantou. Seus movimentos ainda eram firmes, mas seus passos eram um pouco mais lentos que o normal.
Serena Barbosa pegou sua bolsa e caminhou ao lado dele para fora do restaurante.
O vento noturno soprava, levantando os longos cabelos de Serena Barbosa. Leonardo Gomes, ao seu lado, sentiu uma mecha de cabelo pousar em seu ombro. O homem olhou para baixo. Aquela mecha era como uma pena, roçando suavemente seu coração, já agitado pelo álcool.
Mas logo, Serena Barbosa se adiantou em direção ao seu carro, destravou-o e foi para o lado do motorista.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Entre Cicatrizes e Esperança
Eu não consigo comprar moedas pede pra desvendar o segredo do livre não consigo desbloquear tão linda a história...
Gostaria de receber livro em PDF,Entre cicatrizes e Esperança...