Víctor não era um homem de esperar. Se alguém atirasse nele, ele devolvia o fogo com um míssil.
Entrou nas Empresas Mendoza como uma fera, com o maxilar trincado e o olhar fixo.
Subiu no elevador sozinho; ninguém teve a coragem de entrar com ele ao sentir a tensão que exalava.
Ao chegar à presidência, a secretária levantou-se assustada, perdendo o sorriso no mesmo instante em que se deparou com os seus olhos cheios de fúria.
— Um prazer, senhor Grimaldi. Por favor, espere um segundo... — tentou dizer ela, mas Víctor nem lhe deu ouvidos. — Já o anuncio, senhor, só...
— Não é preciso — soltou ele com uma voz que cortava como um iceberg.
Víctor entrou batendo a porta, deixando a secretária do lado de fora. Roberto, que estava revisando uns papéis, levantou a vista e ficou gelado ao vê-lo.
O medo foi tão real que sentiu que as pernas não lhe respondiam; literalmente, urinou-se de susto ao ver a cara de Víctor.
— Viii-ctor... — titubeou, tentando se levantar, mas não deu tempo.
Víctor não era de meias medidas.
Era um homem que se enfurecia com facilidade e que reagia de imediato; ele não deixava as contas pendentes para amanhã.
Foi para cima dele, contornou a mesa rapidamente e o pegou pelo peito, levantando-o quase do assento enquanto o esmagava contra o encosto da sua própria cadeira.
— Então você teve colhões para arriscar o meu projeto e as minhas ações na bolsa, hã? — gritou Víctor, com a cara a centímetros da dele.
— Víctor... me solta... — balbuciou Roberto, sentindo que o ar lhe faltava.
— Sei perfeitamente que foi você quem operou as vendas. Já rastreei os movimentos e também sei que você não fez isso sozinho — bramou Víctor com uma veemência que fazia as paredes tremerem. — O que você está jogando, Roberto? Achou que era muito esperto?
— Deixe-me explicar, mas me solta... você está me machucando — suplicou o outro, pálido como um papel.
Víctor o sacudiu com desprezo, olhando-o com uma repugnância profunda.
— Não te coloco na cadeia agora mesmo só porque conheço o seu pai e ele é um cara bom, um homem de honra que não merece a vergonha de ter um filho como você. Se não fosse por ele, você já estaria sendo a p*ta de algum preso na cadeia.
— Foi um erro, eu admito — disse Roberto num fio de voz.
Víctor soltou-o de repente, jogando-o com força contra o sofá que ficava num lado do escritório.
Roberto caiu como um fardo, tremendo, enquanto Víctor ficava de pé, dominante, ajeitando os punhos da camisa como se tivesse acabado de tirar o lixo.
— Agora fala — ordenou-lhe. — Diga-me quem é o babaca que te injetou o capital. Porque você não tem nem o dinheiro nem os colhões para me enfrentar sozinho.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENGANADA PELO MEU MARIDO
Chocada com a farsa da Melissa...
Outro fato, pelo menos eles conversam kkkkkkk se resolvem...
A estória kkkkk tá fluindo pelo menos, e engraçada até. Espero que ela e o marido se resolvam logo...