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ENGANADA PELO MEU MARIDO romance Capítulo 5

O homem ergueu seu copo de uísque e deu um gole lento, sem desviar aqueles olhos escuros e intensos dela.

Amanda se mexeu no sofá, sentindo um calor repentino subindo pelo seu pescoço.

— Boa noite — murmurou ele, com um tom mais baixo e rouco que o normal, uma modulação que Víctor havia praticado até o cansaço para não ser descoberto. — Você é muito mais linda do que imaginei.

Amanda corou de imediato. Agarrou sua taça de Martini e deu um gole longo, buscando que o álcool acalmasse o tremor de suas mãos.

— Obrigada — respondeu ela, com uma timidez que Víctor achou fascinante. — Você também não fica atrás. É... diferente do que eu esperava.

A conversa fluiu entre goles rápidos e olhares carregados de uma intenção que cortava o ar. Ambos estavam nervosos.

Amanda, porque jamais havia feito algo tão ousado; e Víctor, porque ter sua própria esposa à sua frente, olhando-o com um desejo intenso, o estava deixando louco.

De repente, o ritmo da música mudou para uma melodia mais lenta, envolvente e pesada.

— Venha — pediu ele, estendendo-lhe a mão. — Vamos dançar.

Amanda hesitou por um segundo, mas a curiosidade e os martinis fizeram efeito. Ela pegou a mão dele.

No mesmo instante, uma corrente elétrica percorreu sua pele; havia algo absurdamente familiar no tamanho de sua palma, na firmeza de seu aperto, mas o ambiente e o álcool nublaram suas suspeitas.

Na pista, ele contornou sua cintura estreita, colando-a completamente ao seu corpo. Amanda fechou os olhos e se deixou levar pela música.

Para Víctor, tê-la assim era uma tortura deliciosa. Estava acostumado à Amanda da sociedade: rígida, formal, envolta em tecidos pesados.

Vê-la agora, relaxada, jovem, movendo os quadris com uma sensualidade natural, fez com que o sangue bombeasse com força em sua virilha.

Um desejo atroz e repentino o invadiu, e Amanda não demorou a sentir a dureza do seu membro pressionando contra ela.

O homem engoliu em seco, tentando se controlar, e colou os lábios no ouvido dela.

— O que uma mulher como você faz em um encontro às cegas? — sussurrou ele, aproximando-se tanto que seu hálito roçou o pescoço dela.

— Escapar — respondeu ela, fechando os olhos diante da sua proximidade. — Escapar de um marido que é um miserável egoísta.

As palavras foram uma punhalada no ego de Víctor, mas a raiva apenas alimentou seu instinto predador.

Sem conseguir se conter mais, ergueu o rosto dela e esmagou sua boca contra a dela. Foi um beijo faminto, selvagem.

Amanda ofegou, rendendo-se à força daquele estranho que a fazia se sentir viva pela primeira vez.

Ele parou de imediato, beijando a testa dela, encharcada de suor.

— Tudo ficará bem, a dor vai passar — sussurrou ele, roçando o nariz no dela.

Amanda abriu os olhos na escuridão, com o coração disparado. Uma intranquilidade terrível a invadiu de repente. Ela jamais havia dito a ele que era virgem.

Como diabos ele sabia que estava doendo daquela forma? Era como se ele a conhecesse por completo.

Mas antes que ela pudesse formular uma pergunta, ele voltou a se mover com uma lentidão deliciosa, preenchendo-a centímetro por centímetro.

A dor começou a se dissolver, dando lugar a uma corrente de prazer tão deliciosa que a Amanda não restou outra alternativa senão agarrar-se aos ombros dele.

Ela se rendeu ao fogo da paixão.

Suportou o transe em silêncio, abafando seus gemidos e ofegos contra o pescoço do homem, deixando-se arrastar por uma maré de sensações que jamais imaginou sentir.

Mergulhada na escuridão, sentiu o peso do olhar dele. Sentia o calor dos seus olhos percorrendo-a, assim como suas mãos libertavam o caos em sua pele.

— Que divino é fazer de você minha... — murmurou ele em seu ouvido, com uma voz tão erótica que arrepiou até a última fibra do seu corpo.

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