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ENGANADA PELO MEU MARIDO romance Capítulo 38

Víctor correu pelo corredor principal, ignorando por completo os olhares curiosos dos funcionários e das secretárias que se afastavam assombradas à sua passagem.

Viu Amanda caminhar a toda pressa em direção aos elevadores e apertou o passo.

Chegou bem a tempo de enfiar a mão entre as pesadas portas de metal antes que se fechassem por completo. O sensor foi ativado de imediato e as portas recuaram.

— Amanda, espera! — suplicou ele, entrando de um salto na cabine.

As portas se fecharam atrás dele, deixando-os completamente sozinhos naquele espaço reduzido.

— Amanda, por favor, me deixa explicar como as coisas realmente aconteceram — começou a dizer, erguendo as mãos num gesto de paz, tentando acalmar a tempestade.

Mas não teve tempo nem de piscar. Amanda ergueu a mão e lhe desferiu um tapa no rosto que ressoou nas paredes de aço do elevador.

Víctor virou o rosto com o impacto. Ficou em silêncio, com a bochecha ardendo e sentindo como os dedos de sua esposa ficavam marcados na sua pele.

— Não seja tão cara de pau, Víctor — soltou ela. — Eu vi tudo perfeitamente. Não sou imbecil.

Víctor engoliu em seco, sentindo a sua vida afundar.

— Você vai me escutar, querendo ou não — advertiu ele, dando um passo à frente.

— E o que diabos você vai me dizer? — cortou ela com uma risada amarga. — Que a culpa toda é da sua amante? Que ela tirou a roupa sozinha porque sentiu calor? Não insulte a minha inteligência!

— Se você me deixasse falar por um maldito segundo, eu te explicaria! — gritou ele, desesperado para se fazer entender. — Ela se jogou em cima de mim.

— Por que você me humilha dessa maneira? — reclamou Amanda, ignorando as suas desculpas. — E ainda faz isso aqui, na frente de toda a empresa. Agora sim eu sou a corna oficial do prédio. Antes eu era simplesmente a sua esposa de mentira, mas isso já ultrapassou todos os limites do descaramento.

Víctor tentou agarrá-la pelos braços para obrigá-la a ficar quieta, mas ela se soltou com um puxão brusco e violento.

— Não me toque!

— A Melissa veio à empresa porque faz tempo que não vou vê-la no apartamento — explicou Víctor rápido, tentando enfiar as palavras à força antes que ela o mandasse calar a boca de novo. — Deixei claríssimo que não quero mais ficar com ela, que isso acabou definitivamente. Ela ficou louca.

— Muito claro, sim. Claríssimo — respondeu Amanda com um tom carregado de ironia. — Ligue este maldito elevador de uma vez e vá para o inferno, Víctor.

Víctor apertou os punhos ao lado do corpo. Percebeu que era completamente inútil tentar falar com ela naquele estado.

Ela estava magoada demais, fechada demais pelo que viu, e ele só estava piorando as coisas.

A contragosto, passou o seu cartão de acesso, apertou o botão do andar térreo para que ela descesse, e antes que a cabine começasse a se mover, saiu para o corredor.

Deixou que as portas se fechassem, separando-a dele.

— Merd4! — exclamou Víctor, esmurrando a parede.

Cheio de pura raiva, caminhou de volta para a área da presidência e entrou de supetão no seu escritório.

Daniel estava lá, checando o celular, mas não havia sinal de Fernando em lugar nenhum.

— Preciso que você tire a Melissa do seu escritório, nem que seja aos empurrões, se for necessário — ordenou Víctor logo de cara. — Quero ela fora desta empresa agora mesmo.

Capítulo 38. Insultos e t***s. 1

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