Corporação Grimaldi.
Víctor terminou de estampar sua assinatura na última página do grosso maço de documentos e soltou a caneta sobre a mesa.
Ao erguer o olhar, deparou-se com o sorriso de satisfação de Fernando, que organizava a sua própria cópia do processo com total perfeição.
— Pronto — anunciou Fer, dando umas batidinhas com a pasta contra a mesa para alinhar as folhas. — Com isso, a licitação do novo cais comercial é oficialmente da Corporação Grimaldi. Toda a blindagem jurídica que montamos foi um sucesso estrondoso.
Víctor recostou-se em sua cadeira de presidente, cruzando as mãos sobre o abdômen com uma tranquilidade que não sentia havia semanas.
— Fizemos um trabalho perfeito, Fer. Eu brindaria agora mesmo se não fosse tão cedo.
Fernando o observou por alguns segundos, cerrando os olhos, detalhando a expressão relaxada do amigo.
— E esse sorrisinho de idiota que você está hoje, de onde saiu? — perguntou-lhe, acomodando-se na cadeira em frente à mesa. — Porque duvido muito que seja só por ter ganhado o cais comercial.
Víctor soltou uma gargalhada curta e sincera, passando a mão no cabelo.
— Ontem foi incrível com a Amanda. Segui o seu conselho à risca, amigo. Deixei a arrogância em casa, convidei a minha esposa para jantar e tudo fluiu. Não brigamos, até rimos um bom tempo lembrando de bobagens. Eu te juro que vou conquistá-la de novo.
— Acho fabuloso, galã. É assim que se fala — assentiu Fernando, dando um toque de aprovação na mesa. — Te desejo todo o sucesso do mundo, porque conhecendo o gênio da Amanda e tudo o que aconteceu, não vai ser nada fácil para você. Ela vai te fazer suar a camisa.
— É isso aí, e estou disposto a aguentar o castigo que vier.
— Ótimo. Mas para que esse teatrinho romântico funcione, você também tem que resolver a sua situação com a Melissa — lembrou-lhe Fernando, cortando-lhe o barato de repente, sempre assumindo o seu papel de voz da razão. — Ultimamente parece que você nem se importa mais com essa mulher, e te lembro que ela é a mãe do seu filho.
Víctor franziu a testa, e a sombra da culpa escureceu o seu olhar no mesmo instante.
— A Melissa foi o maior erro da minha vida, um desastre que tenho que remediar o quanto antes.
— Mas até pouco tempo atrás você enchia a boca para dizer que a amava com loucura.
— Eu achava isso, Fer. Me deixei levar pela novidade — admitiu Víctor. — Mas agora tenho cem por cento de certeza de que a única mulher que eu amo de verdade é a Amanda. Fiz uma grande merda com a minha arrogância, e por ser um imbecil não consegui ver a mulher maravilhosa que sempre tive ao meu lado.
— A Amanda é uma mulher incrível, sempre te disse isso. E com toda essa confusão, agora ela parece muitíssimo mais segura de si. Não vai aguentar mais nenhuma mentira sua.
— Ela é uma deusa, em todo o sentido da palavra — murmurou Víctor, com a mente ainda na noite anterior.
Bem nesse momento, a porta do escritório se abriu com tudo.
Daniel entrou rapidamente, com a gravata meio torta e uma cara de poucos amigos que acendeu os alarmes dos dois homens de imediato.
— Espero não interromper o b**e-papo da manhã, mas tenho uma péssima notícia para você, Víctor — soltou Daniel, fechando a pesada porta atrás de si para garantir a privacidade.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENGANADA PELO MEU MARIDO
Chocada com a farsa da Melissa...
Outro fato, pelo menos eles conversam kkkkkkk se resolvem...
A estória kkkkk tá fluindo pelo menos, e engraçada até. Espero que ela e o marido se resolvam logo...