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ENGANADA PELO MEU MARIDO romance Capítulo 27

Horas mais tarde…

O quarto estava submerso na meia-luz, apenas rasgada pela dança errante das chamas das velas.

Carlos não tinha piedade. Ele a pegava por trás, obrigando-a a afundar o rosto no travesseiro enquanto marcava o seu domínio com cada investida.

A luz desenhava círculos de sombra sobre os músculos tensos das suas costas, que subiam e desciam com um ritmo animal.

Amanda estava de joelhos, com as nádegas empinadas, oferecendo-se por completo àquele castigo delicioso que vinha por trás.

O pau de Carlos entrava e saía com uma cadência que fazia a cama ranger.

Não era um vaivém suave; era uma estocada após a outra, cravando-se tão fundo que ela sentia o impacto na base da sua coluna.

Essa dor aguda era exatamente o que ela precisava para parar de pensar.

Amanda sentia que derretia, que os seus ossos viravam água sob o peso e a potência daquele homem.

— Me parte no meio, não pare... — gemeu ela contra o tecido do travesseiro, com a voz embargada pela excitação.

Para Amanda, sentir Carlos preenchendo-a por trás daquela maneira era uma droga.

Havia tanto tempo que se sentia morta por dentro, como uma casca vazia, que cada vez que ele a tomava com aquela força, sentia que a trazia de volta à vida com chicotadas de prazer.

Cada investida era um choque elétrico que a obrigava a lembrar que tinha nervos, que tinha sangue correndo nas veias, que estava viva.

Era um sacrifício necessário, uma entrega total onde o pudor não tinha lugar.

— Eu adoro o seu pau, me fascina o jeito que você enfia em mim — ofegou, virando um pouco a cabeça para que ele pudesse ver a lascívia em seus olhos, sem um pingo de vergonha.

Essas palavras foram como jogar gasolina no fogo. Carlos sentiu que a pouca sanidade que lhe restava evaporava.

Agarrou-a pelos quadris com uma força que deixaria marcas, cravando os dedos na pele dela, e começou a metê-la ainda mais forte.

A profundidade das estocadas aumentou, buscando aquele ponto exato onde ela perdia o controle dos próprios pulmões.

Ela não reclamava da dor; absorvia-a, transformava-a em gemidos cada vez mais altos, mais brutais.

Adorava sentir-se invadida, sentir que não restava nem um milímetro de sua intimidade que não estivesse ocupado por ele.

Com um movimento brusco e preciso, ele a virou. Amanda ficou de barriga para cima, com as pernas tremendo e o peito subindo e descendo com ímpeto.

Carlos não entrou de imediato. Ficou sobre ela, olhando-a fixamente, e começou a brincar.

Capítulo 27. De volta à vida. 1

Capítulo 27. De volta à vida. 2

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