Capítulo 16. Sensualidade à flor da pele.
As pesadas portas da caminhonete se fecharam, deixando para trás o burburinho da gala e os flashes das câmeras.
Amanda soltou um suspiro, esperando enfim ter um respiro, mas a tranquilidade durou exatamente um segundo.
Víctor não se sentou do outro lado do amplo banco como costumava fazer; desta vez, acomodou-se bem ao seu lado, tão pertinho que o roçar de seus joelhos foi inevitável.
O espaço pareceu pequeno de repente e o ar se carregou com uma corrente pesada.
De repente, o celular de Víctor tocou rompendo o silêncio. Ele o tirou do bolso com calma e atendeu. Era um de seus sócios.
Víctor começou a falar de números e projeções com total tranquilidade, usando seu típico tom de magnata poderoso.
Amanda, sentindo-se encurralada por tanta proximidade, tentou se afastar um pouquinho em direção à porta para colocar uma distância.
Mas nesse mesmo instante, enquanto ele continuava falando ao telefone com absoluta normalidade, deixou cair sua mão esquerda sobre a perna de sua esposa. Como se fosse a coisa mais natural do mundo.
Amanda ficou tensa da cabeça aos pés. Sentiu o calor da palma do marido entrando direto pela fenda do vestido azul.
— Que porra você está fazendo? — sussurrou ela, fulminando-o com o olhar.
Víctor nem piscou. Continuou escutando seu sócio, assentindo com a cabeça, ignorando por completo a reclamação de sua mulher.
Pior ainda, seus dedos começaram a se mover devagar, traçando um caminho ousado e ardente um pouco acima do joelho.
Amanda sentiu o coração dar voltas. Não aguentou mais a ousadia, agarrou a mão dele e a tirou de uma vez.
Ao fazer isso, um formigamento muito estranho, uma pontada elétrica provocada pelo toque direto dos dedos de Víctor, subiu por sua coxa e a deixou totalmente confusa.
Ergueu o olhar por instinto e cruzou olhares pelo retrovisor com Ramón, o motorista.
O homem desviou os olhos imediatamente para a rua, mas Amanda ficou muda e morta de vergonha.
O resto do caminho foi um martírio para Amanda.
Assim que a caminhonete parou na entrada da mansão, Amanda não esperou que abrissem a porta.
Saiu disparada pelo seu lado, caminhando a passos raivosos em direção à entrada da casa. Sentia que o calor que acendia suas bochechas já havia se espalhado por todo o seu rosto.
Víctor a seguiu com calma, dispensando o motorista com um gesto antes de entrar na mansão e fechar a imensa porta de madeira atrás de si.
Assim que ficaram sozinhos no enorme hall de entrada, Amanda girou sobre os calcanhares e o encarou com os olhos soltando faíscas.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENGANADA PELO MEU MARIDO
Chocada com a farsa da Melissa...
Outro fato, pelo menos eles conversam kkkkkkk se resolvem...
A estória kkkkk tá fluindo pelo menos, e engraçada até. Espero que ela e o marido se resolvam logo...