Víctor respirou fundo em frente à porta do apartamento, soltando o ar devagar para tentar controlar a ira ardente que o consumia por dentro.
Ajeitou o seu paletó e tocou a campainha. Não podia, sob nenhuma circunstância, deixar que o pequeno Mattias o visse transformado numa fera.
Quando a porta se abriu, o menino estava brincando no tapete da sala com uns blocos de montar.
Ao ver Víctor, jogou os brinquedos no chão e correu na direção dele com as suas perninhas gordinhas e cambaleantes.
— Meu filho lindo! Cada dia você está maior e mais forte... — exclamou Víctor, agachando-se imediatamente para pegá-lo no ar.
Levantou-o com muitíssimo cuidado, enchendo as suas bochechas de beijos, deixando que a risada do menino apaziguasse um pouco o inferno que trazia na cabeça.
O menino o olhava com aqueles olhinhos escuros, sorria às gargalhadas e tocava o seu rosto com as suas mãozinhas suaves enquanto balbuciava com alegria:
— Pa... papai...
Tinha apenas dois anos, mas para Víctor, aquele pequeno era um pedaço do seu coração.
Melissa observava do outro lado da sala, de braços cruzados e com uma sobrancelha erguida.
Melissa o conhecia de sobra.
Embora sorrisse para o bebê, notava-se a léguas que ele estava prestes a explodir e que não vinha com intenção de visita. Sem perder tempo, fez um gesto direto para a babá que esperava no corredor.
— Leve o menino para o quarto dele, por favor. E feche a porta — ordenou com frieza.
Víctor deu um beijo rápido no Mattias e o entregou à moça sem dizer nada. Assim que o menino desapareceu pelo corredor e a porta se fechou, a sua paciência acabou.
A cara de pai carinhoso esfumou-se num segundo, e ele cravou em Melissa um olhar tão duro que a fez dar um passo para trás.
— Quero saber se você tem absolutamente algo a ver com esta porcaria — soltou Víctor, indo direto ao assunto.
Tirou o seu celular do bolso da calça e o colocou bem na cara dela.
A tela iluminada mostrava a manchete dos portais de fofoca. Melissa olhou para a tela, piscando algumas vezes, e depois olhou para ele, arregalando os olhos.
— Não... Claro que não — negou ela imediatamente.
— Diga-me a verdade, Melissa. Eu te peço, por favor. Não quero gritar, não quero brigar e muitíssimo menos com o menino a poucos metros daqui. Mas não me trate como um idiota.
— Eu te juro, Víctor... — suplicou ela, com a voz um pouco mais aguda pelo nervosismo. — Como eu faria algo assim?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENGANADA PELO MEU MARIDO
Chocada com a farsa da Melissa...
Outro fato, pelo menos eles conversam kkkkkkk se resolvem...
A estória kkkkk tá fluindo pelo menos, e engraçada até. Espero que ela e o marido se resolvam logo...