Passaram-se alguns dias e Víctor simplesmente não podia deixar passar mais tempo para a visita ao médico.
Estava tão feliz e impaciente que parecia um menino; precisava saber que tudo com a gravidez ia perfeitamente bem.
Iam rumo à clínica particular para ver o ginecologista, e desta vez era Víctor quem dirigia a sua caminhonete, com uma mão firme no volante e a outra entrelaçada na da Amanda.
— Já estamos quase chegando, querida — avisou ele, dando-lhe um aperto suave nos dedos ao notar como ela mexia a perna de nervosismo.
Minutos depois, cruzaram as portas da clínica.
Sentaram-se na sala de espera, e o silêncio entre os dois estava carregado de uma expectativa gigante.
Víctor virou-se para ela, acariciando o dorso da sua mão com o polegar.
— Amanda, estive pensando muito nestes dias — começou Víctor, olhando-a direto nos olhos, sem uma gota de dúvida. — Já não tem graça nenhuma continuarmos pela metade ou você passar uns dias no meu apartamento e outros comigo. Vamos ser pais. Quero ir morar na mansão definitivamente.
Amanda sentiu o peito inflar de calor. Para trás ficavam as inseguranças e as barreiras que tinham construído.
— Sim, Víctor. Mude-se para cá — aceitou ela, encantada, presenteando-o com um sorriso radiante que iluminou o rosto dele.
Não tiveram tempo de dizer mais nada, porque a secretária do médico saiu pela porta branca.
— Senhora Grimaldi, o doutor já os espera. Entrem, por favor.
Entraram no consultório, que estava a meia-luz.
O médico, um homem mais velho e amável, cumprimentou-os com um aperto de mão e não perdeu tempo. Pediu a Amanda que se deitasse na maca e descobriu o seu ventre.
— Bom, vamos ver esse pequeno milagre — disse o médico, aplicando um gel frio que fez Amanda dar um sobressalto.
Passou o transdutor pela sua pele e, imediatamente, a tela na frente deles ganhou vida em tons de cinza.
Víctor aproximou-se tanto da maca que quase esbarrou no médico, com a respiração agitada e os olhos fixos no monitor.
— Aí está — apontou o médico com o dedo para uma pequena manchinha borrada que batia num ritmo frenético. — Aquela piscada rápida que vocês veem ali é o coração do seu bebê. Tudo parece em perfeita ordem.
Amanda levou as mãos à boca, soltando um soluço de pura felicidade, enquanto uma lágrima rolava até a sua orelha.
Víctor beijou a testa dela, apertando os olhos com força para não chorar na frente do médico, embora a voz lhe saísse completamente rouca.
— Dá para saber o que é, doutor? É menino ou menina? — perguntou Víctor, ansioso.
O médico soltou uma gargalhada e entregou umas toalhas de papel a Amanda.
— Calma, senhor, está indo muito rápido. Ainda está muito pequenininho. Para ver o sexo teremos que esperar até a décima sexta ou vigésima semana. Por enquanto, o importante é que a gravidez vai bem.
Minutos depois, saíram da clínica flutuando nas nuvens.
A emoção era tão grande que decidiram não ir à construtora nem à corporação. Escaparam para um dos restaurantes mais exclusivos da cidade para comemorar.
Pediram os pratos favoritos de Amanda e brindaram com taças de água mineral.
Falavam de nomes, de como iam decorar o quarto na mansão, das roupas que comprariam.
Eram simplesmente um casal de futuros pais transbordando amor, alheios ao mundo exterior.
Até que o celular de Víctor vibrou sobre a toalha branca. Era o Fernando.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: ENGANADA PELO MEU MARIDO
Chocada com a farsa da Melissa...
Outro fato, pelo menos eles conversam kkkkkkk se resolvem...
A estória kkkkk tá fluindo pelo menos, e engraçada até. Espero que ela e o marido se resolvam logo...