Suas vozes soaram trêmulas, enquanto olhavam para Cora, encurraladas.
Cora não acreditou em uma única palavra.
— Naquele dia, ele já estava morto?
— No dia em que ele morreu, ele sofreu algum estresse enorme? Ele sentiu muita dor?
Cora bombardeava as enfermeiras com perguntas, a emoção transbordando.
Devido ao abalo emocional extremo.
Somado aos problemas que seu corpo já vinha enfrentando recentemente.
Naquele momento, a cerclagem uterina não aguentou a pressão e se rompeu.
Uma hemorragia severa começou.
— Sra. Fernandes! — A enfermeira gritou, horrorizada.
— Rápido, chame o médico! Avise o Sr. Pereira! — A outra enfermeira berrou em pânico.
O corpo de Cora amoleceu.
O sangue jorrava, e o bebê em seu ventre se debatia.
A bolsa rompeu logo em seguida, o líquido amniótico se misturando ao sangue que escorria.
Seu ventre pareceu murchar subitamente, e o formato do bebê ficou terrivelmente nítido.
Suas mãos ainda agarravam com força o braço da enfermeira.
— Me diga, o Nicolas morreu? — Cora insistia, obcecada com a resposta.
O rosto da enfermeira estava pálido de pavor.
Ela não ousava dizer mais nenhuma palavra.
O médico que recebeu o aviso chegou ao local correndo a toda velocidade.
Cora foi colocada em uma maca e levada às pressas pelos corredores em direção ao centro cirúrgico.
Qualquer pessoa em sã consciência sabia.
O bebê no ventre de Cora não poderia ser salvo.
Desta vez, Cora não teria a mesma sorte que tivera antes.
A tensão no ambiente havia chegado ao seu limite máximo.
Naquele mesmo momento —
Bernardo apareceu diante de Adelina.
Ele a encontrou de pé no corredor.
Adelina estava parada, com o olhar fixo em Bernardo.
Aquele semblante de Adelina fez com que uma premonição ruim tomasse conta do coração de Bernardo.
Diante daquela situação, Bernardo caminhou calmamente até ela.
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