Bernardo não disse nada, seu olhar permaneceu sereno.
— Eu entendo, da próxima vez eu não deveria me intrometer. — Adelina suspirou.
Como de costume, ela assumiu toda a culpa.
Mas desta vez, Bernardo não estava disposto a deixá-la escapar tão facilmente.
— Você sabia que a condição dele era instável, mas como descobriu que ele havia morrido? — O olhar de Bernardo tornou-se penetrante.
— Uma enfermeira me contou, claro — afirmou Adelina categoricamente.
— Qual delas? — Bernardo foi direto ao ponto.
— Eu não permito que ninguém fale sobre a situação do Nicolas. Os médicos e as enfermeiras da clínica sabem muito bem disso. Se alguém te contou, então eu não posso manter essa pessoa lá. — Bernardo deixou as coisas bem claras.
Ele não havia dito aquilo antes.
Estava apenas testando Adelina.
E, como esperado, a calma dela desmoronou diante dessas palavras.
O pânico surgiu em seus olhos.
Bernardo viu tudo.
Por mais que Adelina tentasse disfarçar.
Mas Bernardo não a desmascarou, esperando pacientemente pela resposta.
— Bernardo, é apenas uma enfermeirinha que conheço, não complique a vida dela, por favor...
Adelina levou muito tempo para falar novamente:
— O erro foi meu, eu não deveria ter agido por conta própria.
Ela sempre foi muito boa em dizer as coisas certas nas horas certas.
E Bernardo sabia disso.
Portanto, ele decidiu não pressioná-la mais.
Ela havia perdido o bebê.
Era compreensível que tivesse muitos pensamentos confusos.
Além disso, a atual condição de saúde de Adelina realmente não suportaria mais estresse.
Assim, o tom de Bernardo suavizou-se.
— Vamos deixar esse assunto por aqui, não quero mais problemas. Você sabe que o bebê da Cora é muito importante para mim — disse Bernardo, olhando para Adelina.
Adelina assentiu de forma passiva.
Suas mãos abraçaram Bernardo naturalmente.
Bernardo não a rejeitou.
Mesmo assim, Adelina ainda se sentia tensa.

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