Bernardo atendeu imediatamente.
— Senhor Pereira, o senhor Colombo está no hospital. — Wilson falou, engolindo em seco.
— Qual hospital! — O tom de Bernardo ficou ainda mais sombrio.
— Clínica Orquídea... — Wilson completou a contragosto.
O semblante de Bernardo mudou drasticamente.
Era óbvio que Daniel o estava provocando.
Porque Adelina estava justamente na Clínica Orquídea.
Daniel não fez a menor questão de esconder, foi descarado.
Ele simplesmente não dava a mínima para Bernardo.
— Mantenha o Nicolas sob seu controle. — Bernardo ordenou a Wilson.
Nicolas era a vida de Cora.
Portanto, enquanto Nicolas estivesse nas mãos de Bernardo, Cora não ousaria fazer nada.
E daí que Daniel estivesse lá?
A Família Colombo simplesmente fecharia os olhos para esse tipo de situação?
Pensando nisso, o olhar de Bernardo escureceu ainda mais.
— Sim, senhor. — Wilson respondeu rapidamente.
Em seguida, Wilson desligou o telefone.
Bernardo não hesitou e ligou imediatamente para a Família Colombo.
Enquanto chamava, ele dirigia de volta ao hospital.
Quando a ligação foi atendida, Bernardo não foi nada cortês.
— Senhor Colombo, desde quando o senhor tem o fetiche de roubar a mulher dos outros? Fico imaginando se essa história vazar, as fofocas de hoje em Luzia do Mar ficarão ainda mais interessantes, não acha? — Bernardo ameaçou com uma expressão fria.
Ditas essas palavras, sem a menor intenção de prolongar a conversa, ele encerrou a chamada.
Vinte minutos depois, o carro estacionou em frente ao hospital.
...
Dentro do quarto do hospital.
Cora acordou, ainda atordoada.
Num movimento quase que de reflexo, ela protegeu a própria barriga.
Ao tocar o ventre já arredondado e sentir os movimentos do bebê em seu interior,
ela finalmente pôde respirar aliviada.
O bebê estava a salvo.
— Acordou? — A voz grave de Daniel ecoou.
Cora ergueu o rosto instintivamente e viu Daniel parado diante dela.

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