Ela não se importou.
E Cora também não achava que Bernardo fosse entrar.
Imaginou que ele provavelmente desceria para procurar Adelina.
No entanto, justo quando Cora tirou a roupa e se preparava para tomar banho.
Ela ouviu a porta do banheiro se abrir, ficou surpresa por um momento e olhou passivamente para Bernardo.
O homem, vestindo roupas de ficar em casa, caminhava passo a passo na direção de Cora.
O celular em sua mão ainda vibrava.
Cora já nem sabia qual número de ligação de Adelina era aquela.
Mas parecia que Bernardo não tinha atendido nenhuma.
As sobrancelhas de Cora se franziram.
Desta vez, ela realmente não conseguia adivinhar o que Bernardo pretendia fazer.
Logo, no banheiro, restou apenas o som da vibração do celular.
Ela voltou a si e tentou rapidamente colocar suas roupas.
Mesmo que já tivessem ido para a cama inúmeras vezes.
Cora ainda não estava acostumada a enfrentar Bernardo assim, totalmente nua.
Quando a mão de Cora tocou a roupa.
O movimento de Bernardo foi mais rápido, e ele segurou a mão dela.
Com um puxão forte, Cora foi arrastada para a frente de Bernardo.
— Bernardo... — Cora soltou um grito de surpresa.
O chão do banheiro estava um pouco escorregadio.
Ela achou que fosse cair.
Sua reação instintiva foi proteger a barriga.
Provavelmente era o instinto de mãe, não querendo que a criança se machucasse de jeito nenhum.
Mas o movimento de Bernardo foi ainda mais rápido, e ele já a havia amparado.
Cora ainda estava um pouco desnorteada.
E então, viu Bernardo desligar o celular bem na sua frente.
Agora sim, Cora realmente não entendia mais nada.
Por um momento, ela não conseguiu dizer uma palavra.
Achou que Bernardo estava indo longe demais com aquele jogo.
A ponto de não conseguir distinguir se a atitude de Bernardo era direcionada a Adelina ou a ela mesma.
Ela viu perigo no fundo dos olhos de Bernardo.
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