Depois do jantar, Bernardo foi ao escritório cuidar de assuntos do trabalho.
Cora ficou fazendo companhia para Nicolas.
Como o corpo dele ainda estava frágil, ele não aguentava ficar acordado até tarde e logo foi descansar.
Quando ela chegou à porta do quarto de Nicolas, seu celular de repente vibrou.
Cora olhou para a tela; era uma mensagem de Daniel.
Daniel:
— Cora, entre em contato comigo!
O tom era imperativo.
Era a segunda vez que Daniel mandava mensagem para ela.
Ao ler, as pontas de seus dedos tremeram levemente.
Ela conhecia Daniel.
Ele não era o tipo de pessoa que tinha muita paciência.
Se ela não respondesse à primeira mensagem, ele esperaria.
Mas, se não respondesse à segunda, ele viria pessoalmente.
Cora sentiu uma leve dor de cabeça.
Ela respirou fundo e respondeu:
— Daniel, eu estou bem, não se preocupe comigo. Ainda tenho umas coisas para resolver por aqui. Quando eu terminar, eu mesma entro em contato. Não tome nenhuma atitude impulsiva, está bem?
Era uma tentativa de acalmar os ânimos dele.
Como Henrique costumava dizer, Daniel só escutava Cora.
Quase no segundo seguinte após o envio, Daniel respondeu.
Daniel:
— Quanto tempo?
Cora:
— Assim que sair o visto do Henrique.
Daniel:
— Certo.
Ao ver aquilo, Cora finalmente suspirou aliviada.
Mas não guardou as mensagens. Apagou tudo com medo de que Bernardo visse e isso trouxesse problemas desnecessários.
Só depois de confirmar que o histórico estava limpo, ela saiu do corredor.
Assim que virou a esquina, deu de cara com Bernardo parado ali.
No mesmo instante, seus nervos se contraíram.
Durante aquela última quinzena, Bernardo parecia insaciável.
À noite, não importava se Cora estava dormindo ou acordada, quando ele queria, nunca lhe dava a chance de recusar.


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