Gustavo assentiu e não pensou mais no assunto.
O carro partiu suavemente.
Quando Cora saiu, o segurança já a aguardava do lado de fora da casa de chá.
Ela não disse nada, apenas entrou em silêncio no carro.
A caminho do shopping, sua mão segurava o celular constantemente; ela queria ligar para Bernardo.
Queria perguntar a Bernardo por que ele havia procurado a Família Ribeiro.
Mas as palavras morriam na ponta da língua; não conseguia perguntar.
Ela nunca pôde interferir nas ações de Bernardo.
E agora que a Família Ribeiro havia sido alarmada, Cora de repente não sabia o que fazer em seguida.
Ela sequer havia mencionado o assunto a Henrique, com medo de que ele tomasse alguma atitude impulsiva.
Só de pensar, Cora sentiu uma inevitável dor de cabeça.
O carro seguia tranquilamente em direção ao shopping.
De repente, seu celular vibrou, e ela abaixou a cabeça para olhar.
A tela principal do celular foi inundada por inúmeras mensagens multimídia.
Todas elas mostravam Bernardo e Adelina.
Cora abriu para ver.
Em um ambiente festivo, Adelina tomou a iniciativa de beijar Bernardo, e ele não recusou.
Os dois pareciam extraordinariamente íntimos juntos.
Eram fotos de proximidade em diferentes ângulos.
A última mensagem, inclusive, era um vídeo.
Bernardo inclinou a cabeça para baixo, Adelina olhou para cima, ambos muito próximos.
No vídeo, ouvia-se a voz grave e magnética de Bernardo:
— Feliz aniversário, meu amor. Eu te amo.
Logo após dizer isso, Bernardo colocou pessoalmente uma joia de altíssimo luxo em Adelina.
Adelina sorria radiante, radiante, como se o mundo inteiro estivesse aos seus pés de alguém.
Cada cena daquele vídeo feria Cora profundamente.
Ela pensou em seu próprio aniversário; a comparação com a situação atual de Adelina era gritante.


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