— Senhorita, a senhorita veio procurar pelo Sr. Mendes? Vou levá-la até ele.
— Ora, senhorita, a senhorita ainda trouxe um colega do jardim de infância. O Sr. Mendes vai ficar muito contente quando souber.
Catarina e Daniel também não sabiam ao certo o que estava acontecendo, mas, já que puderam entrar, tudo estava ótimo!
Grupo Mendes, cobertura.
Catarina e Daniel conseguiram, como desejavam, entrar no escritório de Virgílio.
Naquele momento, a maioria dos funcionários já tinha ido embora. Quem recebeu os dois pequenos foi Eliseu, o assistente pessoal de Virgílio.
— Senhorita...
Eliseu ficou olhando Catarina por um bom tempo. Como podia essa pequena danadinha ter ficado tão redondinha em tão poucos dias?
Mas o que mais o preocupava era: como explicaria para a senhorita o paradeiro do Sr. Mendes?
Como todos a tratavam com tanta reverência, Catarina resolveu levar a brincadeira adiante e assumiu o papel de mocinha da alta sociedade.
Sentou-se toda composta no sofá, as mãozinhas gorduchas acariciando a barriguinha arredondada, com a carinha fofa e séria:
— Está esperando o quê? Esta senhorita está com fome! Traga logo alguma coisa para comer!
Hic.
Catarina rapidamente levou a mão à boca.
Tinha comido miojo demais, ainda não tinha digerido!
Daniel torceu a boca: não tem mais jeito.
Eliseu enxugou o suor da testa e abriu o armário de mantimentos.
Foi então que o olhinho de Catarina brilhou.
Uau! Quanta guloseima! E eram todas as que ela mais gostava!
Ai, ai, ai... o escritório do papai mau era simplesmente o paraíso!
Apaixonada.
— Senhorita, descanse um pouco. Eu ainda tenho trabalho. Se precisar de algo, é só chamar.
Catarina assentiu vigorosamente.
Eliseu sentiu-se aliviado por Catarina não perguntar sobre o Sr. Mendes. Ela provavelmente pensou que ele estava em algum compromisso.
Mesmo assim, Eliseu não ousou esconder a situação. Ligou imediatamente para Virgílio, que estava no País A.
Quem atendeu foi Carla.
— Eliseu, precisa de alguma coisa?
— Virgílio acabou de voltar e está tomando banho. Se quiser, pode falar comigo, eu passo o recado.
Eliseu ficou em silêncio.
Banho?
O Sr. Mendes e Carla estavam dividindo o mesmo quarto?!
Romântico... Eliseu estava começando a entender. — Não, não é nada urgente, Srta. Mendes. Vou voltar ao trabalho.
Tu... tu... tu...
Eliseu desligou, já pensando em como usaria toda sua habilidade para convencer a senhorita a voltar para a Família Mendes.
Escritório de Virgílio.
Ao mesmo tempo, na entrada do hotel.
Vanessa encarava o homem à sua frente com um olhar feroz: — Não me siga, estou muito brava agora!
O tom era idêntico ao de Virgílio.
Essa garotinha magrinha, quando ficava irritada, deixava toda a Família Mendes maluca!
Acompanhando-a estavam dois homens de meia-idade, ambos colaboradores de confiança da Família Mendes.
— Senhorita, por favor, não faça isso. Volte conosco, a senhora sua avó acabou de ligar.
— Eu mesma vou falar com minha avó!
Vanessa havia ouvido as tias da Família Mendes comentando que seu pai, além do trabalho, vinha com frequência encontrar Carla ali. Então, naquela noite, decidiu flagrá-los.
Afinal, sempre que perguntava ao pai, ele nunca admitia, dizia que ficava até tarde por causa do trabalho!
Que absurdo!
Por causa de uma mulher, até esqueceu da filhinha querida!
Os lindos olhos negros de Vanessa brilharam: — Agora, vou ao banheiro. Esperem aqui. Não venham atrás de mim!
Nesse momento, quando Catarina saiu do banheiro, trombou com Vanessa, que estava prestes a fugir de casa.
As duas carinhas idênticas ficaram paralisadas.
O tempo pareceu congelar naquele instante.
Depois de um tempo, Catarina exclamou:
— Você... como pode ter a mesma beleza deste bebê aqui?!

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