Quando Camila soube da notícia, passou o dia inteiro fuzilando Giovanna com os olhos, corroída pela raiva.
Giovanna manteve uma indiferença quase sepulcral.
Desde que entrara no laboratório, já havia resolvido incontáveis problemas criados por Camila.
Se a garota dedicasse o mesmo esforço à pesquisa em vez de ficar com raiva, talvez a situação fosse diferente, mas de nada adiantava dizer isso; Camila jamais ouviria.
Após o expediente, enquanto Giovanna se preparava para ir embora, sentiu um empurrão abrupto vindo por trás.
Em um reflexo desesperado, ela protegeu o ventre e se apoiou contra a parede.
Não chegou a cair no chão, mas torceu o tornozelo.
A dor excruciante a atingiu de imediato. Ao se virar, viu Camila encarando-a com uma expressão de falsa inocência.
— Ai, me desculpe! Você não se machucou, né? Eu tenho um compromisso urgente, vou indo.
A dor no pé de Giovanna era intensa demais para que ela perdesse tempo xingando a colega.
Apoiando-se na parede e mancando pesadamente, ela pegou o elevador e decidiu chamar um táxi para ir ao hospital.
A vida parecia determinada a torturá-la. Mal pisou na emergência e deu de cara com Sabrina e Lucas.
Sabrina choramingava alto, questionando-o com fúria:
— Por que não atendeu as minhas ligações essa noite? E o que significa esse jantar que você teve com a sua secretária nova?
Lucas sussurrou algumas justificativas em um tom muito baixo, que Giovanna não conseguiu escutar.
Determinada a não cruzar os olhos com os dois, ela puxou a máscara sobre o rosto e se virou para fazer o registro de atendimento.
Depois de ser avaliada pelo médico, mancar até a sala de radiografia e pegar os medicamentos receitados, ela finalmente saiu do hospital.
E, num terrível infortúnio, deparou-se novamente com Lucas e Sabrina.
Sabrina arregalou os olhos, parecendo conter uma avalanche de emoções ressentidas ao vê-la.
Giovanna os tratou como ar. O seu rosto não demonstrava um único vestígio de calor.
Ao notar a presença de Giovanna, Lucas caminhou na direção dela. A sua voz exalava a mesma devoção perfeita e apaixonada de sempre, sem a menor fenda que revelasse qualquer culpa.
— O que aconteceu com você? Está se sentindo mal?
O tom de Giovanna permaneceu morto e indiferente.
— Não é nada. Torci o tornozelo.
As sobrancelhas de Lucas se uniram em um vinco de preocupação.
— Você veio sozinha? Por que não me ligou? Eu poderia ter trazido você.
Ao notar o peito do pé dela inchado e avermelhado, a voz dele adotou um tom imperativo, porém incrivelmente carinhoso:
— Vai continuar morando na casa da sua tia? Olhe para o seu estado, por que ainda se recusa a voltar para a nossa casa?
Dizendo isso, ele se curvou, pronto para pegá-la no colo.
Com a dor lancinante no pé, Giovanna não teve reflexos para impedi-lo a tempo e acabou sendo colocada à força no banco do carro.
Ela sentia uma repulsa física à ideia de voltar com ele.
— Eu posso muito bem cuidar de mim mesma.
— Lucas, estou com fome. Você não disse que ia jantar comigo?
O olhar de Lucas varreu o rosto de Sabrina e voltou a se fixar em Giovanna. Ele não tinha a menor intenção de soltá-la.
— Vamos comer todos juntos.
Uma risada seca e sem alegria escapou dos lábios de Giovanna.
Que palhaçada era aquela? Os dois continuariam interpretando o casal apaixonado e ela seria arrastada junto apenas para assistir à peça?
Mais uma vez, ela foi encurralada e forçada a entrar no banco de trás do carro.
Enquanto Lucas dirigia, Sabrina se sentou ao lado dela, cravando-lhe um olhar venenoso e cheio de rancor.
Giovanna simplesmente fechou os olhos, fingindo estar dormindo, isolando a própria mente no silêncio absoluto.
Se soubesse que toparia com eles naquela noite maldita, teria preferido morrer de dor no pé a ir ao hospital.
Quando chegaram ao restaurante, Lucas ocupou o assento do meio, com Giovanna e Sabrina sentadas, cada uma, de um lado dele.
A repulsa embrulhava o estômago de Giovanna. A sua única vontade era devorar a comida o mais rápido possível e desaparecer dali.
Mas o destino parecia amar pregar peças cruéis.
Camila e um grupo de amigos também haviam escolhido aquele restaurante para jantar. Ao notar Giovanna e Sabrina, ela se aproximou para cumprimentá-las.
Ao ver a postura elegante e a aura imponente de Lucas, o coração de Camila acelerou incontrolavelmente.
Como seria perfeito se ela pudesse ter um namorado assim.
Mas o que diabos Giovanna estava fazendo ali?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......