O capanga loiro assentiu com a cabeça, arrancou a fita adesiva da boca de Giovanna e, com os olhos brilhando, não conseguiu evitar um assobio.
— Muito linda! Fechado. Aquelas suas dívidas de jogo estão perdoadas.
O capanga já estava se preparando para arrastar Giovanna para dentro de uma van quando ela, de repente, abriu a boca. Sua voz soou assustadoramente calma.
— Quanto ele deve a vocês? Eu posso pagar muito mais.
Ela já havia escutado o suficiente para entender o motivo daquele grupo tê-la capturado.
Se o problema era apenas dinheiro, então ela ainda tinha uma chance de se salvar.
O homem que a havia sequestrado originalmente ficou tenso e avisou ao loiro: — Não deixem ela enganar vocês. De onde essa aí ia tirar dinheiro?
O capanga loiro olhou para Giovanna com desconfiança.
Giovanna sabia que, em momentos como aquele, o medo era seu pior inimigo.
Ela assumiu uma postura de fria arrogância, inalcançável: — Eu não tenho, mas meu marido tem. Se você me deixar fazer uma ligação, meu marido transfere o dinheiro na mesma hora.
Os capangas trocaram olhares. Um deles puxou um celular e disse: — Então liga. Se o seu marido conseguir arrumar cinco milhões, a gente te solta.
As palmas das mãos de Giovanna estavam encharcadas de suor, mas ela manteve a fachada impassível e altiva ao pegar o aparelho.
Ela discou o número de Lucas.
Na primeira tentativa, Lucas não atendeu.
Giovanna apertou o celular com força e ligou uma segunda vez.
Finalmente, a chamada foi conectada.
Do outro lado da linha, a voz preguiçosa de Sabrina soou: — Quem é?
Giovanna engoliu em seco e falou com extrema clareza: — Passe o telefone para o Lucas.
Sabrina deu uma risadinha, como se soubesse exatamente a situação em que ela se encontrava, provocando-a de propósito: — O Lucas foi tomar banho. Por que você não liga de novo daqui a pouco?
O corpo de Giovanna congelou.
Uma onda de desespero quase a engoliu por completo.
No entanto, o instinto de sobrevivência a forçou a continuar falando: — Sabrina, passe o telefone para o Lucas.
A voz dela agora carregava um claro tom de aviso.
Gustavo ficou em silêncio por um instante antes de perguntar: — Quanto você quer?
— Cinco milhões.
Ela achou que ele fosse hesitar.
Porém, o homem concordou com uma naturalidade assustadora: — Me passe a conta.
Giovanna olhou para o capanga loiro: — A conta.
O bandido estava chocado que alguém realmente estivesse disposto a pagar cinco milhões de resgate assim tão fácil.
Ele ditou o número da conta.
Após escutar, Gustavo declarou: — Vou mandar o banco fazer uma transferência de emergência agora mesmo.
Em menos de dez minutos, o dinheiro caiu na conta do capanga.
Ele olhou para o rosto lindo da mulher e achou um desperdício. Não resistiu e esticou a mão, querendo tocar o rosto dela só para sentir o gosto.
Giovanna esquivou-se e disse com uma frieza cortante: — Você acha mesmo que alguém capaz de fazer o banco realizar uma transferência de emergência em tão pouco tempo seria uma pessoa comum?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......