No dia anterior, Paloma havia lhe telefonado exigindo que ela acabasse com a mão de Odemar e arruinasse sua carreira profissional.
A princípio, Valentina não queria aceitar. Mas, chantageada com a exposição pública de seu passado caótico e miserável, ela não teve outra escolha a não ser obedecer.
Aquela área do corredor não possuía câmeras, e Odemar tinha bebido demais. Ele certamente não teria visto o rosto de nenhum deles e, ao acordar, não saberia por onde começar a procurar.
*
Ao ouvir que Odemar havia se machucado, Giovanna correu para o hospital após o expediente.
Na cama, ele mantinha a cabeça baixa, os olhos mortos fixos na própria mão esquerda ferida.
Kátia estava sentada ao seu lado, os olhos inchados de tanto chorar.
Desde que recobrara a consciência pela manhã e ouvira a sentença médica, ele permanecera em silêncio. Sentindo um bolo de angústia no peito, Kátia exclamou: — Odemar, nós vamos achar um médico melhor. Vamos tratar o seu braço, você vai ver.
Com a voz quebrada, ele declarou: — Kátia, vamos terminar.
Ela arregalou os olhos, incrédula: — Odemar, do que você está falando? Quer me abandonar agora?
Ele deu um sorriso triste e amargurado.
Ele acreditava que o seu futuro era promissor e que seria capaz de oferecer a Kátia a vida que ela merecia.
Mas agora sua mão estava destruída. Sua carreira como pesquisador acabou, e sua vida viraria um fardo. Ele não tinha o direito de arrastá-la para o abismo com ele.
Limpando as lágrimas do rosto com força, Kátia retrucou indignada: — Não quer ser um fardo, é isso? Pois saiba que dinheiro não me falta! Mesmo que você não consiga trabalhar, eu posso te sustentar sozinha.
Em um murmúrio desesperançoso, ele respondeu: — Kátia, você merece alguém melhor.
Ela se jogou nos braços dele: — Mas no meu coração, você é o melhor que existe!
Quando Giovanna entrou no quarto e deparou-se com a cena, hesitou na porta sem saber se deveria entrar ou sair.
Ao notar sua presença, Kátia se afastou levemente de Odemar.
— Giovanna, que bom que veio.
Ela caminhou para perto da cama. — O que aconteceu? Quem fez isso com você? Já avisou a polícia?
— Eu vi dois homens assediando uma garota no corredor do hotel ontem e fui tentar ajudar, — Odemar relatou o episódio. — Mas eu já tinha bebido, minha cabeça não estava boa e acabei não reconhecendo os rostos deles. Para piorar, a equipe do hotel me informou que aquele ponto não tinha câmeras de segurança, então não há como identificar os culpados.
Giovanna franziu o cenho.
A história toda exalava premeditação.
O objetivo claro dos criminosos era destruir Odemar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......