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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 550

Renata Goulart provinha de uma família rica, que contava com três pintores aclamados nacionalmente. Ela própria era bela e altamente instruída. Antes de se casar e entrar para a família Goulart, havia sido diretora de um colégio para moças.

Na juventude de Zuleica, sua mãe, Dona Gomes, costumava usar Renata e Ivone para baixar a sua bola, na tentativa de educá-la. Dizia que Zuleica era um caso perdido, que não chegava aos pés daquelas duas.

Anos depois, quando o casamento de Ivone fracassou, Renata sentiu uma certa dose de satisfação maliciosa.

De que adiantava Ivone ter sido tão brilhante e linda no passado, se a vida dela havia se tornado um fracasso igual ao de Zuleica?

Mais tarde, quando Ivone se casou novamente com Firmino Peixoto e passou a ser tratada como uma rainha por ele, Renata sentiu inveja, achando que a mulher tinha tido muita sorte.

No entanto, ela se consolava: de que importava um casamento feliz? Ivone havia perdido os dois filhos, perdeu a capacidade de ser mãe e, no fundo, sua vida também era uma bagunça.

Mas com Renata, a história era bem diferente.

Sua vida sempre fluiu com perfeição. Quando se casou com Ulisses Goulart, a cerimônia foi grandiosa. Toda a alta sociedade da Capital esteve presente, e o evento dominou as manchetes dos jornais e da televisão.

Até hoje, havia quem elogiasse as joias e o vestido que ela usara no grande dia.

Após o casamento, Renata deu à luz um casal de filhos. A filha entrou na melhor universidade da Capital e agora era dona de um escritório de advocacia. O filho se formou em Harvard e ocupava um alto cargo na diretoria do Grupo Goulart.

Ulisses podia não ser o mais competente nos negócios, mas sabia mimar a esposa como ninguém.

Todo Dia dos Namorados e Natal, as fortunas que ele gastava comprando joias para ela sempre viravam notícia.

Podia-se dizer que a vida de Renata era o modelo supremo de sucesso que todas as damas da elite da Capital invejavam.

Dona Gomes sempre usava a vida de Renata para repreender Zuleica: — Se você tivesse me escutado lá atrás e não tivesse fugido com aquele pobretão, hoje seria um casal admirado por todos ao lado do Ulisses. Pra que causar aquele escândalo? Agora todo mundo faz piada com o que você fez no passado. Que vergonha!

Por causa dessas palavras, Zuleica sempre se sentia inferiorizada ao encontrar Renata; sua postura simplesmente murchava. Renata, com sua experiência como diretora de colégio, tinha uma presença imponente. Ao olhar para Zuleica, havia um leve e quase imperceptível traço de desdém em seus olhos.

— Cunhada, sobre as questões dos jovens, deixe que eles resolvam por si mesmos — disse Renata, mantendo o tom educado, mas afiado. — Acha mesmo que dá para controlar os relacionamentos dos filhos? Eu nunca me meto nos namoros dos meus. Afinal, é só assinar um acordo pré-nupcial antes de casar e pronto. Se o filho é competente e sabe se virar, para que forçar casamentos por interesse? Os jovens de hoje não são como nós éramos. Eles gostam de liberdade para amar. Temos que acompanhar o ritmo deles.

Ouvindo aquele discurso moralista, Zuleica sentiu um nó na garganta.

Capítulo 550 1

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