Giovanna recusou:
— Eu não vou comer.
Desde que começara a ficar com Gustavo, suas refeições passaram a ter horários fixos e ela era frequentemente arrastada para comer petiscos de madrugada. Ela, que nunca havia ganhado peso, acabou engordando um quilo e meio.
Sua disciplina em relação ao próprio corpo continuava rigorosa. Por isso, ela agora evitava completamente bolos, lanches ou lattes.
Helena então entregou o outro bolo para Clara, que os observava como um predador esfomeado.
Clara começou a comer, exalando felicidade.
Desde que Helena abrira a loja, Clara passava ali todos os dias depois da aula para fazer as tarefas de casa. Outras crianças da mesma idade, que moravam perto das lojas vizinhas, também traziam seus deveres para lá. Com o passar do tempo, todos se tornaram grandes amigos, e a personalidade de Clara tornou-se muito mais alegre e expansiva.
Giovanna conversou um pouco com a tia e, ao saber que os negócios iam bem, sentiu-se aliviada.
De repente, Helena comentou:
— Mas ultimamente abriram um salão de beleza do outro lado da rua. Pela decoração luxuosa, talvez o nosso negócio seja afetado no futuro.
Giovanna olhou na direção do salão e notou que havia um carro estacionado na porta. A placa era muito familiar.
Depois de se despedir de Helena, ela decidiu atravessar a rua para verificar o local.
Logo que entrou, deparou-se com Sabrina em pé, comandando os funcionários na organização de alguns vasos de flores.
— Sabrina?
Sabrina a observou e deu um sorriso de escárnio:
— Giovanna, que coincidência.
Giovanna não estava disposta a acreditar em acasos.
— Você abriu essa loja de propósito em frente à da minha tia?
Sabrina não viu motivo para esconder e admitiu na hora:
— É, sim. Dinheiro não me falta, então resolvi abrir um negócio para brincar. Se eu puder roubar a clientela da sua tia, será ainda mais divertido.
O carro lá fora era o de Lucas.
Se Lucas e Sabrina começassem a frequentar aquele local juntos, sua avó e sua tia com certeza ficariam incomodadas.
Ela não queria que aqueles dois atrapalhassem a vida da sua família.
Giovanna pegou o celular e ligou para Lucas.
Lucas, surpreso com a ligação, atendeu com a voz transbordando um carinho profundo e mimado:
— Giovanna... você finalmente me ligou por vontade própria.
A maioria das lojas da Família Albuquerque ficava concentrada naquela rua. Mesmo que Sabrina tivesse investido ali, ela passava os dias cuidando da criança e administrando projetos do Grupo Albuquerque, sem muito tempo livre para visitar o salão.
No entanto, se Giovanna estava tão alterada com essa questão, com certeza era por causa dele.
Seu humor melhorou ainda mais. Ele sorriu, com o tom transbordando uma condescendência impecável:
— Se você não gosta de vê-la por aqui, eu mando que ela delegue tudo aos funcionários e pare de frequentar a loja. Giovanna, a Sabrina jamais será um obstáculo entre nós dois.
Giovanna franziu o cenho, incapaz de acompanhar os saltos lógicos da mente dele.
Lucas tirou os presentes que havia comprado e os estendeu para ela, com uma voz extremamente terna e afetuosa, sem o menor vestígio de culpa:
— Giovanna, eu sei que ficar comigo pode parecer um sacrifício para você. Mas entenda, ser a minha amante é a mesma coisa que ser a minha esposa, não muda absolutamente nada em relação ao que tínhamos no passado. No futuro, você sequer precisará se preocupar com a obrigação de ter filhos. Poderemos viver apenas nós dois, com muito mais tempo para desfrutar da vida. Tirando um simples pedaço de papel, eu posso lhe dar absolutamente tudo o que você desejar.
Giovanna concluiu que ele estava doente e sem salvação.
Os pensamentos daquele homem eram um verdadeiro espetáculo de horrores que abria seus olhos para o abismo.
O mundo dele parecia operar sob uma lógica absurda e autossuficiente, e, o que era pior, ele tentava manipular e subjugar os outros para que aceitassem suas regras doentias.
Sem o menor vestígio de hesitação ou fraqueza, Giovanna ignorou o colar e a pulseira.
Ela simplesmente levantou a mão e desferiu um tapa sonoro no rosto de Lucas.
— Continue sonhando, Lucas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......