A empregada se desesperou: — Senhorita, se você levar o cabelo, como é que eu vou me justificar com o Sr. Firmino?
Aproveitando-se de um instante de distração da funcionária, Paloma arrancou um fio do próprio cabelo, virou-se e colocou-o na mão da mulher: — Pronto. Não vou dificultar a sua vida. Toma, fica com esse. Depois eu mesma vou perguntar ao meu pai qual é o motivo disso tudo.
A empregada soltou um suspiro de alívio, guardou o cabelo com cuidado e agradeceu: — Obrigada pela compreensão, Srta. Paloma.
Giovanna fez companhia à Sra. Peixoto por mais um tempo antes de se despedir e ir embora.
Com o fio de cabelo em mãos, Firmino imediatamente ordenou que seu assistente providenciasse o teste de DNA.
No dia seguinte, Paloma também pegou o fio de cabelo de Giovanna e foi realizar o seu próprio exame.
Ela se recusava a acreditar que Giovanna pudesse ter tanta sorte a ponto de ser a verdadeira filha de sua mãe adotiva.
Na manhã seguinte, a Sra. Peixoto encontrou um laudo de teste de DNA no escritório do marido. Os nomes no documento eram o dela e o de Giovanna.
O resultado indicava claramente que não havia nenhum vínculo biológico entre as duas.
O olhar da Sra. Peixoto escureceu ligeiramente.
Firmino abriu a porta do escritório e, ao ver a esposa lendo o relatório, suspirou: — Acabei agindo por conta própria. Como vi que ela tinha tanta afinidade com você, cheguei a pensar que talvez fosse a criança que você perdeu.
A Sra. Peixoto já estava anestesiada contra decepções. No entanto, ela mantinha a firme convicção de que seus filhos certamente ainda estavam vivos, em algum lugar deste mundo, apenas aguardando que ela os encontrasse.
Paloma dirigiu até o centro de testes genéticos.
Ao receber o resultado, suas pupilas se dilataram de forma abrupta.
Como isso era possível? Giovanna era, na verdade...
Com os olhos chamejando de fúria, ela rasgou o papel em dezenas de pedaços.
Esse segredo jamais poderia chegar aos ouvidos da sua mãe adotiva.
*
Após encerrar suas demandas de trabalho na Capital, Giovanna estava pronta para retornar à Cidade Nova.
A equipe de Waldemar organizou um jantar de despedida em sua homenagem.
Giovanna não recusou o convite e acompanhou o grupo até um restaurante na Capital.
Logo na entrada do saguão, um homem vestindo uma camisa cinza, que emanava a típica autoridade de um executivo, cumprimentou Waldemar.
Os dois pararam para conversar.
Giovanna e os outros membros da equipe aguardaram um pouco mais afastados.
De repente, ela sentiu um olhar cravado em sua direção.
Ao levantar os olhos para checar, deparou-se com a figura da Sra. Goulart a poucos metros de distância.
Ciente de que a matriarca a detestava, Giovanna simplesmente desviou o olhar, agindo como se não a tivesse visto.
Assim que Waldemar terminou de conversar, guiou Giovanna e os demais até a sala reservada.
— Giovanna, quanta presunção da sua parte. Você quer ele? Com que base você acha que tem o direito de querê-lo? O Gustavo não é um homem comum, você acha mesmo que pode arcar com o peso de tê-lo? Se a sua intenção é entrar para a Família Goulart, pode ir tirando o cavalinho da chuva.
A voz de Giovanna permaneceu serena: — Eu não quero me casar para entrar na Família Goulart.
A Sra. Goulart arregalou os olhos, desconfiada: — Não me diga que você está disposta a ser apenas uma amante escondida, sem título ou status nenhum?
— Não é isso — explicou Giovanna. — O Gustavo e eu já conversamos. Se nos casarmos no futuro, não voltaremos a morar na Mansão Goulart. Nós vamos construir o nosso próprio lar. Eu também posso assinar um acordo pré-nupcial, abrindo mão de qualquer bem da Família Goulart.
A Sra. Goulart achou a garota ingênua demais.
Com um estalo de língua e um sorriso de deboche, retrucou: — Você acha mesmo que, só por não querer nada financeiro, isso magicamente garante o seu casamento com o Gustavo? Giovanna, o que você acha que a Família Goulart é? Você não tem a menor ideia do peso que o título de esposa do Gustavo representa!
Giovanna só havia ido até ali com o propósito de devolver o cheque.
Como o item já fora entregue, ela não via mais motivo para continuar na presença daquela mulher.
Ao presenciar a jovem dando as costas e saindo sem a menor cerimônia, a pressão arterial da Sra. Goulart quase atingiu o teto.
Giovanna retornou para a sala onde estava a sua equipe.
Após terminarem o jantar, ela seguiu de volta para o hotel.
Quando Gustavo retornou após encerrar seus compromissos, deparou-se com a jovem sentada em silêncio no sofá, aparentando estar de mau humor. Ele caminhou até ela, sentou-se ao seu lado e perguntou: — O que aconteceu? Nós voltamos para a Cidade Nova amanhã, você não está feliz?
Giovanna levantou os olhos dos papéis que lia. Eles sempre foram transparentes um com o outro, por isso ela não pretendia esconder nada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......