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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 403

Lucas e Giovanna trocaram olhares e, por uma fração de segundo, ambos demonstraram surpresa.

Logo em seguida, a expressão de Giovanna voltou à mais absoluta frieza e indiferença. Ela continuou tomando seu suco como se ele nem existisse.

Fosse qual fosse o motivo para Lucas estar ali, não lhe dizia respeito.

Lucas, no entanto, trincou o maxilar. Ele estava ali para se desculpar com o Sr. Gustavo.

A mera ideia de Giovanna testemunhá-lo sendo humilhado e rebaixado por Gustavo fez com que ele quisesse desaparecer no mesmo instante.

Percebendo sua hesitação em avançar, Elpídio Rocha sussurrou uma advertência:

— Gustavo vai voltar para a matriz na Capital em dois dias. Esse pedido de desculpas não pode ser adiado. Além do mais, foi o seu Grupo Albuquerque que causou toda essa confusão. Vai dar para trás agora? É só brindar e pedir desculpas. Não tem mistério. Pelo bem do Grupo Albuquerque, você tem que engolir esse orgulho e suportar.

Engolir o orgulho.

Essas palavras eram estranhas para ele.

Acostumado a uma vida de privilégios e sucessos ininterruptos, Lucas nunca imaginou que o conceito de humilhação algum dia bateria à sua porta.

Ele rangeu os dentes, sufocando a frustração corrosiva no peito, e acompanhou Elpídio para cumprimentar Gustavo.

— Sr. Gustavo.

Gustavo apenas assentiu, gélido.

Sabendo que Lucas seria incapaz de quebrar o gelo, Elpídio tomou a iniciativa de puxar assunto.

Giovanna, sentada ao lado, permanecia estática e alheia à presença deles, tomando seu suco no mais sepulcral silêncio.

Gustavo olhou para o Sr. Lemos:

— A comida ainda não chegou? Poderia verificar isso, por favor, Sr. Lemos?

— Claro — o Sr. Lemos assentiu prontamente.

Quando ele ia se levantar, os garçons entraram com os pratos.

O Sr. Lemos sorriu:

— Falaram no diabo, poupou-me a viagem.

Elpídio e Lucas ficaram em pé de lado, solenemente ignorados, tratados como poeira no ar.

Lucas sentiu que a insolência de Gustavo beirava o insuportável.

Em todos os jantares de negócios que frequentara no passado, os anfitriões sempre esperavam sua chegada para fazer os pedidos e, durante as refeições, ele era invariavelmente o centro das atenções. Ser descartado daquela forma foi um golpe direto em sua arrogância blindada.

Assim que os pratos foram servidos, Gustavo pareceu de repente se recordar de algo e virou-se para Elpídio:

— Quase me esqueci. Ainda não perguntei o que o Sr. Elpídio gostaria de comer. O cardápio está aqui, fique à vontade.

Elpídio sabia perfeitamente que Gustavo, apesar da posição que ocupava, não era do tipo que dificultava as coisas de propósito para ninguém.

Ficou claro que, dessa vez, Lucas havia ofendido o homem de forma irreparável, fazendo com que sobrasse até para ele.

Lucas reprimiu a humilhação rastejante, erguendo os cantos dos lábios em um sorriso autodepreciativo. Levantou-se, ergueu sua taça em direção a Gustavo e adotou uma postura comedida:

— Sr. Gustavo, recentemente alguns de nossos funcionários agiram por conta própria e cometeram erros estúpidos que afetaram a imagem do Grupo Goulart. A culpa foi da minha falha na gestão. Peço que o Sr. Gustavo seja magnânimo e aceite minhas desculpas.

Gustavo permaneceu recostado na cadeira, seus olhos escuros completamente desprovidos de qualquer calor.

Como ele não abriu a boca para responder, Lucas não ousou sentar-se.

Antes, era sempre Lucas quem ocupava aquela cadeira, olhando os outros de cima a baixo como formigas.

A inversão de papéis foi algo brutal para sua adaptação. Uma pedra invisível esmagava seu peito, sufocando-o.

Após um longo e agonizante silêncio, Gustavo finalmente soltou uma risada fraca:

— Acha que uma única taça de vinho apaga tudo?

Ele então olhou para Elpídio:

— O que o tio Rocha acha?

Ouvir aquele “tio Rocha” trouxe um súbito alívio para o coração de Elpídio.

Se ele ainda reconhecia o relacionamento do passado, havia margem para negociação.

Elpídio riu de forma conciliadora:

— Uma taça realmente não é o suficiente. Lucas ainda é jovem, e falhas na gestão são inevitáveis, resultando nas burradas dos subordinados. No mínimo, ele tem que beber três taças.

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