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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 391

— Giovanna. — Nereu viu que ainda havia lugares vagos e perguntou: — Posso me sentar aqui?

Giovanna assentiu.

Zaqueu, ao vê-los, também se aproximou para cumprimentá-los.

Nereu, vendo Clara, perguntou com muita doçura: — Quanto tempo, Clara. Você quer um bolinho? Eu vou buscar para você.

Clara assentiu, obediente: — Obrigada, irmãozão.

Nádia não gostou nada de ver aquele entusiasmo atípico de Nereu.

Nereu trouxe dois bolinhos e um prato de salada de folhas verdes. Os bolinhos eram para Giovanna e Clara; a salada era para ele.

Zaqueu brincou: — Você não tinha acabado de dizer que não comia comida de coelho?

Nereu respondeu com formalidade: — Comer mais verduras faz bem para a saúde.

Ele sentia que, comendo apenas macarrão, não conseguia se enturmar com Giovanna e Clara. Mas, se comesse uma salada, sentiria que estava um pouco mais próximo de Giovanna.

Clara, ao ver Nádia, ficou com um pouco de medo e não conseguiu ficar à vontade para comer.

Gustavo percebeu o desconforto dela. Lançou um olhar frio para Nádia e Eulália, que também se preparavam para sentar, e disse num tom indiferente: — Não há mais espaço aqui. Vão para a mesa ao lado.

Nádia e Eulália congelaram.

Embora estivessem indignadas, ambas temiam a aura imponente de Gustavo e não tiveram escolha a não ser ir para a mesa ao lado.

Nádia esperava que Nereu intercedesse por ela ou que fosse embora junto com ela. Mas, para sua surpresa, ele passou o tempo todo focado em conversar com Giovanna e Clara, sem sequer olhar em sua direção.

Depois de se sentarem, Eulália perguntou a Nádia em voz baixa: — Irmã, será que esse Nereu está a fim da Giovanna?

Nádia respondeu, irritada: — Como isso seria possível?

Giovanna já era uma mulher usada, o que Nereu veria nela?

Ela também não achava que Gustavo gostasse de Giovanna; provavelmente só estava comendo com ela por consideração à parceria com o Professor Hugo.

Após a refeição, Giovanna perguntou a Clara: — Você ainda quer continuar brincando?

Ao ouvir isso, Sabrina sentiu um nó ainda maior no peito.

Ela estava escondida, abatida e sozinha naquele hospital na Cidade H para cuidar da gravidez, enquanto Giovanna vivia cercada de admiradores.

Depois de desligar, seu humor continuou péssimo. Então, ligou para Lucas, querendo desabafar e pedir que ele fosse vê-la.

Lucas, que acabara de desembarcar de um voo na Capital, perguntou com o semblante exausto: — O que foi dessa vez?

Percebendo a impaciência no tom dele, Sabrina disse, magoada: — Não estou me acostumando a morar na Cidade H, quero voltar...

Lucas franziu a testa, a voz destilando um pragmatismo gelado: — Voltar para quê? Para irritar a Letícia? Ela está se preparando para uma cirurgia de mama, então não volte para causar mais problemas. Se acontecer alguma coisa com ela, você será a culpada diante da Família Albuquerque.

Desde que Letícia parara de ajudá-lo na empresa, Lucas estava sobrecarregado, dormindo apenas três ou quatro horas por noite. O trabalho excessivo, a falta de sono e as viagens frequentes fariam até a pessoa mais educada perder a paciência.

Sabrina choramingou: — Você não ama mais a mim nem ao nosso filho...

Lucas desligou na cara dela.

Ele tinha um cliente para encontrar em seguida e não tinha tempo para discutir sobre quem amava quem.

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