— Giovanna. — Nereu viu que ainda havia lugares vagos e perguntou: — Posso me sentar aqui?
Giovanna assentiu.
Zaqueu, ao vê-los, também se aproximou para cumprimentá-los.
Nereu, vendo Clara, perguntou com muita doçura: — Quanto tempo, Clara. Você quer um bolinho? Eu vou buscar para você.
Clara assentiu, obediente: — Obrigada, irmãozão.
Nádia não gostou nada de ver aquele entusiasmo atípico de Nereu.
Nereu trouxe dois bolinhos e um prato de salada de folhas verdes. Os bolinhos eram para Giovanna e Clara; a salada era para ele.
Zaqueu brincou: — Você não tinha acabado de dizer que não comia comida de coelho?
Nereu respondeu com formalidade: — Comer mais verduras faz bem para a saúde.
Ele sentia que, comendo apenas macarrão, não conseguia se enturmar com Giovanna e Clara. Mas, se comesse uma salada, sentiria que estava um pouco mais próximo de Giovanna.
Clara, ao ver Nádia, ficou com um pouco de medo e não conseguiu ficar à vontade para comer.
Gustavo percebeu o desconforto dela. Lançou um olhar frio para Nádia e Eulália, que também se preparavam para sentar, e disse num tom indiferente: — Não há mais espaço aqui. Vão para a mesa ao lado.
Nádia e Eulália congelaram.
Embora estivessem indignadas, ambas temiam a aura imponente de Gustavo e não tiveram escolha a não ser ir para a mesa ao lado.
Nádia esperava que Nereu intercedesse por ela ou que fosse embora junto com ela. Mas, para sua surpresa, ele passou o tempo todo focado em conversar com Giovanna e Clara, sem sequer olhar em sua direção.
Depois de se sentarem, Eulália perguntou a Nádia em voz baixa: — Irmã, será que esse Nereu está a fim da Giovanna?
Nádia respondeu, irritada: — Como isso seria possível?
Giovanna já era uma mulher usada, o que Nereu veria nela?
Ela também não achava que Gustavo gostasse de Giovanna; provavelmente só estava comendo com ela por consideração à parceria com o Professor Hugo.
Após a refeição, Giovanna perguntou a Clara: — Você ainda quer continuar brincando?
Ao ouvir isso, Sabrina sentiu um nó ainda maior no peito.
Ela estava escondida, abatida e sozinha naquele hospital na Cidade H para cuidar da gravidez, enquanto Giovanna vivia cercada de admiradores.
Depois de desligar, seu humor continuou péssimo. Então, ligou para Lucas, querendo desabafar e pedir que ele fosse vê-la.
Lucas, que acabara de desembarcar de um voo na Capital, perguntou com o semblante exausto: — O que foi dessa vez?
Percebendo a impaciência no tom dele, Sabrina disse, magoada: — Não estou me acostumando a morar na Cidade H, quero voltar...
Lucas franziu a testa, a voz destilando um pragmatismo gelado: — Voltar para quê? Para irritar a Letícia? Ela está se preparando para uma cirurgia de mama, então não volte para causar mais problemas. Se acontecer alguma coisa com ela, você será a culpada diante da Família Albuquerque.
Desde que Letícia parara de ajudá-lo na empresa, Lucas estava sobrecarregado, dormindo apenas três ou quatro horas por noite. O trabalho excessivo, a falta de sono e as viagens frequentes fariam até a pessoa mais educada perder a paciência.
Sabrina choramingou: — Você não ama mais a mim nem ao nosso filho...
Lucas desligou na cara dela.
Ele tinha um cliente para encontrar em seguida e não tinha tempo para discutir sobre quem amava quem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......