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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 381

Naquela manhã, após tomarem café da manhã na casa de Gustavo, Giovanna pegou carona no carro dele para ir à empresa.

Ao chegarem ao estacionamento subterrâneo, temendo ser vista, ela esperou que não houvesse mais ninguém por perto para tentar descer do veículo furtivamente.

Gustavo, no entanto, segurou seu pulso com suavidade e disse:

— Mesmo que nos vejam chegando no mesmo carro, não tem problema algum. Somos vizinhos, é perfeitamente compreensível que eu te dê uma carona de vez em quando.

Giovanna suspirou, impotente:

— A língua das pessoas pode ser cruel. Ninguém vai achar que foi apenas uma carona. Vão dizer que estou tentando te seduzir para subir na vida.

A discrepância de status entre os dois determinava que ela seria a parte mais suscetível a mal-entendidos.

Para Gustavo, a sociedade apenas assumiria que era natural ele ter uma bela confidente ao seu lado.

Giovanna voltou para o seu escritório.

Pouco depois, Zélio também chegou.

Antes mesmo que ele abrisse a boca, Giovanna tirou da bolsa o livro técnico que havia prometido.

Os olhos de Zélio brilharam. Ele sorriu abertamente:

— Que maravilha! Muito obrigado, Giovanna. Vou dar uma lida durante o horário de almoço e te devolvo assim que terminar.

Livros técnicos daquele nível eram quase impossíveis de se encontrar no mercado.

O exemplar de Giovanna, inclusive, havia sido um presente do Professor Hugo.

Sabendo do valor da obra, Zélio não ousaria ficar com ela por muito tempo.

— Pode levar para casa e ler com calma, não tem pressa — disse ela.

Zélio deu um sorriso tímido:

— Não vai dar. À noite, preciso fazer companhia para a minha namorada.

Giovanna ergueu as sobrancelhas, surpresa:

— Você está namorando?

Até pouco tempo atrás, Zélio dizia estar solteiro.

Ele assentiu com a cabeça:

— Sim. Eu gostava de uma veterana da faculdade há muito tempo, e há alguns dias ela finalmente aceitou namorar comigo. Vou para casa cozinhar para ela hoje à noite.

Giovanna piscou, atônita:

— Você vai cozinhar para ela?

Zélio respondeu com evidente orgulho:

— Minha namorada também trabalha com pesquisa e desenvolvimento de medicamentos no instituto da Cidade Nova. A rotina dela é exaustiva, então eu preciso assumir a maior parte das tarefas domésticas. Não posso deixar que ela fique sobrecarregada.

Giovanna abriu um sorriso sincero.

Era revigorante ver que, nos dias de hoje, ainda existiam homens dispostos a assumir o papel de apoio no lar para que suas parceiras pudessem brilhar.

Zélio continuou, pensativo:

— Já acionou as Relações Públicas e o Jurídico? — perguntou o Sr. Andrade.

— Já enviamos uma notificação extrajudicial. Mas eles parecem não se importar nem um pouco. Como rompemos a parceria com eles da última vez, devem achar que não têm mais nada a perder em jogar sujo.

Giovanna pensou por um momento e sugeriu:

— A nossa última transmissão ao vivo teve um resultado excelente. Por que não transmitimos a final ao vivo também? Assim, poderemos provar ao público que a competição do Grupo Goulart é totalmente transparente e que tratamos todos os participantes com absoluta igualdade.

O Sr. Lemos olhou para ela, surpreso:

— Vocês teriam confiança para isso?

Giovanna assentiu com firmeza:

— Sim, da minha parte, não há problema algum.

O Sr. Andrade, que também seria um dos jurados, concordou:

— Perfeito. Servirá também para mostrar aos internautas e aos próprios competidores que a capacidade de pesquisa e desenvolvimento do Grupo Goulart está a anos-luz de distância do que o Grupo Albuquerque pode oferecer.

Naquela noite, o Professor Hugo convidou Giovanna e o Sr. Andrade para jantar.

Durante a conversa sobre a competição, Hugo ofereceu:

— Se precisarem de alguma ajuda de peso, podem contar comigo.

Giovanna sorriu com gratidão:

— É apenas uma competição pequena, eu consigo dar conta. Não seria necessário incomodar o senhor com isso, professor.

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