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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 377

Ele gaguejou:

— Sr. Gustavo, estamos otimizando o sistema de atendimento ao cliente, com certeza veremos resultados no mês que vem.

Gustavo soltou um muxoxo:

— Então me envie o plano de otimização amanhã.

O Sr. Lemos começou a suar frio.

— Amanhã não seria um prazo muito apertado?

Gustavo rebateu:

— Apertado? Vi que os últimos lançamentos de produtos do departamento de marketing tiveram uma repercussão bem mediana. Faltaram recursos para a publicidade ou o planejamento foi feito de qualquer jeito? A eficiência da sua gestão de equipe não está muito baixa? Você por acaso não analisou seriamente onde está o problema?

Sendo bombardeado por esses questionamentos implacáveis, o Sr. Lemos sentiu um calafrio na espinha e forçou uma postura calma:

— Sim, farei uma revisão e reflexão profundas, e enviarei o plano para o senhor amanhã.

Durante a reunião da manhã, ele havia visto que o Sr. Gustavo estava de muito bom humor e por isso relaxou um pouco a postura.

Mas quem diria, o Sr. Gustavo continuava sendo o mesmo Sr. Gustavo. No trabalho, era preciso estar sempre cem por cento alerta.

Enquanto eles conversavam, Giovanna aproveitou para comer apressadamente algumas colheradas.

Por ter comido rápido demais, engasgou e começou a tossir, cobrindo a boca.

Gustavo franziu a testa e lhe estendeu um copo de água.

Giovanna pegou o copo, bebeu um gole e, após um tempo, conseguiu se recuperar.

Ao levantar os olhos, percebeu que o Sr. Lemos e os outros três executivos olhavam para ela e para Gustavo com expressões muito estranhas.

Ela olhou para o copo em sua mão e, então, entendeu o que havia acontecido.

O copo que segurava era de Gustavo.

Sem saber como se explicar, viu Gustavo se levantar de repente. O olhar dele passou friamente pelo Sr. Lemos e pelos outros:

— Reunião na grande sala de conferências às duas da tarde.

A atenção do Sr. Lemos e dos outros três executivos foi transferida com sucesso, e todos adotaram instantaneamente expressões sérias e tensas.

Começaram a achar que a atitude amigável demonstrada pelo Sr. Gustavo durante a manhã não passava de uma cortina de fumaça, feita apenas para que eles baixassem a guarda e expusessem suas falhas.

Giovanna olhou para eles, que pareciam estar se preparando para uma grande batalha, e achou a situação um tanto incompreensível.

No entanto, ao ver que ninguém mais prestava atenção na história do copo, suspirou aliviada.

Ela não acompanhou Gustavo e os outros até o elevador. Em vez disso, fingiu ir até o balcão comprar um café latte.

Quando Zélio terminou de comer e a viu sozinha, aproximou-se para jogar conversa fora.

— Giovanna, sobre o que vocês estavam falando agora há pouco? Achei que o Sr. Lemos e os outros estavam com umas caras péssimas.

Giovanna repetiu o diálogo que tinham tido.

Giovanna respondeu com um "Tudo bem."

Ao chegar ao prédio, ela foi primeiro ao apartamento de Gustavo.

A senha da fechadura digital foi aceita, a porta se abriu e, ao ouvir o barulho, Arroz correu alegremente. Ao ver que era ela, abanou o rabo com entusiasmo.

Giovanna sorriu, abaixou-se, pegou o cachorro no colo e entrou.

Depois de pegar a ração e a lata de comida para alimentar Arroz, ela pegou o celular para pedir um delivery.

Neste momento, a campainha tocou.

Acreditando que Gustavo tivesse chegado, ela foi abrir a porta, mas descobriu que era Yara, a diarista contratada por Gustavo.

Com sacolas de legumes e carne nas mãos, Yara sorriu amavelmente:

— O Sr. Gustavo pediu para eu vir preparar o jantar. Srta. Giovanna, por favor, me dê meia horinha.

Giovanna deu espaço para ela entrar, mas por dentro não pôde evitar a dúvida: se ele havia pedido para Yara vir cozinhar, por que pediu a ela para vir alimentar o Arroz? Seria muito mais prático a própria Yara fazer isso.

Logo depois, ela entendeu. O pedido para alimentar o Arroz era apenas uma desculpa; o verdadeiro objetivo dele era fazê-la jantar em sua casa.

Sentada à mesa de jantar, Giovanna pegou seu notebook e começou a trabalhar.

Letícia Albuquerque enviou-lhe duas mensagens perguntando se ela tinha tempo e se poderia ajudar a resolver alguns problemas de P&D do Grupo Albuquerque, mas Giovanna a ignorou.

Zélio também mandou uma mensagem, lembrando-a de trazer o livro no dia seguinte. Ela respondeu com um "Pode deixar."

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