Ele gaguejou:
— Sr. Gustavo, estamos otimizando o sistema de atendimento ao cliente, com certeza veremos resultados no mês que vem.
Gustavo soltou um muxoxo:
— Então me envie o plano de otimização amanhã.
O Sr. Lemos começou a suar frio.
— Amanhã não seria um prazo muito apertado?
Gustavo rebateu:
— Apertado? Vi que os últimos lançamentos de produtos do departamento de marketing tiveram uma repercussão bem mediana. Faltaram recursos para a publicidade ou o planejamento foi feito de qualquer jeito? A eficiência da sua gestão de equipe não está muito baixa? Você por acaso não analisou seriamente onde está o problema?
Sendo bombardeado por esses questionamentos implacáveis, o Sr. Lemos sentiu um calafrio na espinha e forçou uma postura calma:
— Sim, farei uma revisão e reflexão profundas, e enviarei o plano para o senhor amanhã.
Durante a reunião da manhã, ele havia visto que o Sr. Gustavo estava de muito bom humor e por isso relaxou um pouco a postura.
Mas quem diria, o Sr. Gustavo continuava sendo o mesmo Sr. Gustavo. No trabalho, era preciso estar sempre cem por cento alerta.
Enquanto eles conversavam, Giovanna aproveitou para comer apressadamente algumas colheradas.
Por ter comido rápido demais, engasgou e começou a tossir, cobrindo a boca.
Gustavo franziu a testa e lhe estendeu um copo de água.
Giovanna pegou o copo, bebeu um gole e, após um tempo, conseguiu se recuperar.
Ao levantar os olhos, percebeu que o Sr. Lemos e os outros três executivos olhavam para ela e para Gustavo com expressões muito estranhas.
Ela olhou para o copo em sua mão e, então, entendeu o que havia acontecido.
O copo que segurava era de Gustavo.
Sem saber como se explicar, viu Gustavo se levantar de repente. O olhar dele passou friamente pelo Sr. Lemos e pelos outros:
— Reunião na grande sala de conferências às duas da tarde.
A atenção do Sr. Lemos e dos outros três executivos foi transferida com sucesso, e todos adotaram instantaneamente expressões sérias e tensas.
Começaram a achar que a atitude amigável demonstrada pelo Sr. Gustavo durante a manhã não passava de uma cortina de fumaça, feita apenas para que eles baixassem a guarda e expusessem suas falhas.
Giovanna olhou para eles, que pareciam estar se preparando para uma grande batalha, e achou a situação um tanto incompreensível.
No entanto, ao ver que ninguém mais prestava atenção na história do copo, suspirou aliviada.
Ela não acompanhou Gustavo e os outros até o elevador. Em vez disso, fingiu ir até o balcão comprar um café latte.
Quando Zélio terminou de comer e a viu sozinha, aproximou-se para jogar conversa fora.
— Giovanna, sobre o que vocês estavam falando agora há pouco? Achei que o Sr. Lemos e os outros estavam com umas caras péssimas.
Giovanna repetiu o diálogo que tinham tido.
Giovanna respondeu com um "Tudo bem."
Ao chegar ao prédio, ela foi primeiro ao apartamento de Gustavo.
A senha da fechadura digital foi aceita, a porta se abriu e, ao ouvir o barulho, Arroz correu alegremente. Ao ver que era ela, abanou o rabo com entusiasmo.
Giovanna sorriu, abaixou-se, pegou o cachorro no colo e entrou.
Depois de pegar a ração e a lata de comida para alimentar Arroz, ela pegou o celular para pedir um delivery.
Neste momento, a campainha tocou.
Acreditando que Gustavo tivesse chegado, ela foi abrir a porta, mas descobriu que era Yara, a diarista contratada por Gustavo.
Com sacolas de legumes e carne nas mãos, Yara sorriu amavelmente:
— O Sr. Gustavo pediu para eu vir preparar o jantar. Srta. Giovanna, por favor, me dê meia horinha.
Giovanna deu espaço para ela entrar, mas por dentro não pôde evitar a dúvida: se ele havia pedido para Yara vir cozinhar, por que pediu a ela para vir alimentar o Arroz? Seria muito mais prático a própria Yara fazer isso.
Logo depois, ela entendeu. O pedido para alimentar o Arroz era apenas uma desculpa; o verdadeiro objetivo dele era fazê-la jantar em sua casa.
Sentada à mesa de jantar, Giovanna pegou seu notebook e começou a trabalhar.
Letícia Albuquerque enviou-lhe duas mensagens perguntando se ela tinha tempo e se poderia ajudar a resolver alguns problemas de P&D do Grupo Albuquerque, mas Giovanna a ignorou.
Zélio também mandou uma mensagem, lembrando-a de trazer o livro no dia seguinte. Ela respondeu com um "Pode deixar."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......