Ao ouvir isso, a expressão de Hélder escureceu.
Ele também havia se dedicado muito mais do que Lucas, e Sabrina não deixou de rejeitá-lo da mesma forma, não é?
Os sentimentos nunca foram justos e jamais fariam sentido.
*
Quando Giovanna chegou ao seu prédio, viu Lucas parado na entrada.
Ele estava encostado no carro, e a luz do poste projetava sua silhueta, fazendo-o parecer ainda mais alto e imponente.
Giovanna franziu a testa, sem a menor vontade de se aproximar.
Lucas a notou e caminhou em sua direção.
Com uma voz incrivelmente doce, transbordando uma devoção inabalável e um carinho quase asfixiante, ele sussurrou: — Meu amor... você se mudou com a vovó e nem me avisou? Nós somos uma família, Giovanna. Me deixe cuidar de vocês, não seria maravilhoso?
Giovanna respondeu com uma frieza cortante: — Não precisamos.
Lucas soltou um suspiro indulgente, como quem cede a um capricho, e tirou uma caixinha de joias do bolso. Seus olhos transbordavam uma sinceridade impecável: — Eu sei que você ainda está chateada comigo por causa do incidente com a pequena Clara. Mas, meu bem, eu juro que aquilo não teve nada a ver comigo. Se eu paguei um advogado para o dono daquela fornecedora, foi pura e simplesmente por respeito a uma amizade antiga. Como eu ia adivinhar que ele cometeria uma loucura daquelas? Olha... eu comprei esse presente para você. Aceita, vai? Vamos fazer as pazes, por favor?
Giovanna não tocou no colar. Sua voz soava sem vida, desprovida de qualquer emoção: — Não tenho paciência para encenar com você. Pegue o seu presente e vá embora.
Com um tom ainda mais suave, perfeitamente afetuoso e cínico, ele insistiu: — É só um pequeno mal-entendido, minha vida. Precisamos mesmo chegar a esse ponto?
Ao ouvir essa frase, o ódio de Giovanna ferveu em suas veias.
Causar intoxicação alimentar em uma criança tão pequena era "um pequeno mal-entendido"?
Sem pensar duas vezes, ela ergueu a mão e desferiu um tapa sonoro no rosto de Lucas.
Lucas não esperava que ela estivesse pegando o gosto por bater nele ultimamente. Mesmo trincando os dentes de raiva, ele forçou a manutenção da sua máscara de marido indulgente e repreendeu-a com doçura: — Giovanna... desde quando a minha menina se tornou tão violenta?
Giovanna o encarou com um olhar morto: — Foi só um tapinha de nada. O nobre Sr. Albuquerque vai mesmo se rebaixar a ficar com raiva por algo tão banal?
Lucas puxou o ar profundamente, forçando-se a manter a calma.
Justo quando ia tentar continuar a conversa mansa.
O celular dele tocou.
Era Hélder. Ele franziu a testa e atendeu.
— Lucas, a Sabrina está no hospital. Você vem ou não? — O tom de Hélder era carregado de provocação. — Se você não aparecer, vou deduzir que o relacionamento de vocês está em crise. E aí, não me culpe se eu roubar a sua mulher.
Ao ouvir isso, as veias saltaram no rosto de Lucas, denotando sua fúria.
Como a Avó Martins sabia que Giovanna estava atolada de trabalho, não lhe avisou quando chegou o dia da sua consulta de retorno e foi direto ao hospital com a cuidadora.
Após pegar os remédios, a Avó Martins caminhava em direção à saída.
De repente, ela avistou Lucas. Sua expressão endureceu no mesmo instante.
Nos últimos dias, como não podia fazer tarefas domésticas e passava o tempo livre em casa, ela havia aprendido com os mais jovens a assistir a vídeos curtos no celular, e acabou vendo o vídeo de Lucas brigando por causa de outra mulher.
A barriga daquela mulher estava imensa, como se estivesse prestes a dar à luz.
E o fato de Lucas estar tão desesperado por ela só provava que a criança realmente era dele.
Ah, pelo visto, esses dois já estavam de caso há muito tempo.
Lucas era um autêntico canalha. Aquilo a deixava enojada.
Ao vê-la, Lucas abriu um sorriso caloroso e transbordando um carinho familiar falso: — Vovó! A senhora veio para a consulta de retorno? Por que não me avisou? Se eu soubesse, teria vindo acompanhar a senhora com todo o prazer.
A Avó Martins soltou uma risada desdenhosa: — Como eu ousaria incomodá-lo? Você não tem que ficar babando em cima da sua mulher e do seu filho?
Lucas travou, percebendo imediatamente que ela também tinha visto o maldito vídeo.
Reagindo em uma fração de segundo, ele manteve o sorriso dócil e impecável: — Vovó, a senhora interpretou tudo errado. Aquela moça se chama Sabrina. A Giovanna também a conhece, nós dois a tratamos como uma irmãzinha mais nova. O filho que ela espera não é meu. Eu só fui ao hospital ontem à noite porque vi que ela estava sendo assediada por um pretendente insistente e decidi intervir para protegê-la.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......