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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 372

Nereu já havia participado de um intercâmbio em um laboratório no exterior com o seu orientador, então ele e Hélder podiam ser considerados conhecidos.

Hélder lhe perguntou: — Ouvi de alguns colegas que você resolveu um problema complexo recentemente e ganhou o Prêmio de Inovação Tecnológica de Cidade Nova. Parabéns.

Nereu sorriu: — Obrigado.

Como ambos eram da área de pesquisa e desenvolvimento, acabaram se dando bem e começaram a conversar sobre as questões mais avançadas do setor.

Hélder achou alguns pontos de vista dele muito singulares e não pôde deixar de elogiá-lo.

Nereu, que não tinha papas na língua, explicou com sinceridade: — Essas ideias não foram minhas, mas de uma colega veterana.

Hélder ficou curioso: — Quem é ela?

Nereu respondeu: — Você provavelmente não a conhece. O nome dela é Giovanna.

A expressão de Hélder esfriou na mesma hora.

Ele tinha ouvido Sabrina contar que a carreira de Giovanna fora inteiramente construída por meio de homens que abriram caminho para ela. Dizia-se que, após se tornar aluna de Hugo Ribeiro, ela frequentemente "pegava emprestado" os conceitos acadêmicos dele para se promover.

Ele achou uma tremenda ingenuidade da parte de Nereu admirar uma mulher como Giovanna. Imediatamente, perdeu qualquer vontade de continuar a conversa.

Hélder disse de forma seca: — Tenho um compromisso agora, preciso ir.

Nereu não entendeu por que ele havia cortado o assunto tão de repente.

Apesar disso, não pensou muito a respeito. Apenas acenou com a cabeça e voltou para a sua sala privativa.

Acabara de debater questões técnicas com Hélder e havia percebido que muitas das opiniões acadêmicas dele não chegavam aos pés das de Giovanna.

Pelo visto, Hélder havia estagnado profissionalmente nos últimos dois anos.

A sala privativa de Hélder ficava na mesma direção, então ele caminhou um pouco atrás de Nereu.

Ao passar pela sala de Nereu, ele deu uma olhada instintiva e viu que Giovanna também estava ali.

Ele soltou um riso frio.

Era exatamente como Sabrina tinha dito: essa Giovanna sabia muito bem como seduzir diferentes tipos de homens.

Com a personalidade inocente que Sabrina tinha, não era de se admirar que ela saísse no prejuízo tantas vezes.

Hélder havia convidado Sabrina para jantar naquela noite. Cinco minutos depois, ela entrou na sala.

Todos os projetos dele ficavam no exterior e não representavam qualquer concorrência para o Grupo Albuquerque.

Além disso, Sabrina confiava muito nele e sabia que ele não a prejudicaria, por isso entregou os documentos sem a menor preocupação.

Hélder passou os olhos pela proposta do projeto e sua expressão começou a mudar.

Sabrina perguntou: — E então? O que você acha?

Hélder ergueu os olhos para encará-la, maravilhado: — Foi você quem escreveu isso? Essa linha de raciocínio abriu a minha mente.

Ao lembrar que Hélder também admirava as propostas escritas por Giovanna, Sabrina sentiu uma pontada de ressentimento.

Contudo, aquela proposta agora era dela, então respondeu sem hesitar: — Fui eu mesma que escrevi.

— Sabrina, você é um gênio. A sua capacidade na área de pesquisa está sendo desperdiçada no Grupo Albuquerque. Se você entrasse em um laboratório de ponta, seja aqui ou no exterior, com certeza ganharia renome internacional — elogiou Hélder do fundo do coração.

Sabrina sentiu um gosto amargo de inveja.

Giovanna era mesmo tão boa assim?

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