Giovanna simplesmente a ignorou.
Achando aquilo sem graça, Lucinda bufou friamente e entrou no carro.
De qualquer forma, por mais que Giovanna esperasse, não conseguiria entrar. Eventualmente, acabaria desistindo.
Lucinda buzinou em frente ao grande portão da Mansão Goulart.
A câmera de segurança escaneou a placa de seu carro e o portão se abriu lentamente.
Ela lançou um sorriso presunçoso na direção de Giovanna e entrou com o carro.
Pouco depois de ela passar pelo portão, ele se fechou novamente.
Giovanna continuou esperando por Lourdes do lado de fora.
Naquele momento, João, da Mansão Goulart, saiu e dirigiu-se a ela:
— Srta. Giovanna, nossa senhora mandou avisar que você não poderá ver o Sr. Gustavo e pediu para você ir embora.
Giovanna respondeu:
— Eu acho que o Sr. Gustavo estaria disposto a me ver.
Vendo que ela se recusava a sair, o olhar de João tornou-se ríspido:
— Srta. Giovanna, estamos pedindo que se retire com dignidade. Já estamos lhe dando muito respeito. Não queira dificultar as coisas para o seu próprio lado.
Quatro ou cinco guarda-costas surgiram atrás de João, todos com expressões nada amigáveis.
Giovanna olhou para o celular; Lourdes ainda não havia respondido.
Ela hesitou, pensando se deveria ir embora primeiro e procurar outra oportunidade para ver Gustavo.
Foi então que Nara, braço direito de Dona Goulart, saiu de dentro do complexo, com uma voz carregada de uma autoridade inquestionável:
— João, a velha senhora convidou a Srta. Giovanna para entrar.
João perdeu um pouco a compostura. Embora estivesse insatisfeito, não ousava desobedecer à velha senhora.
Ele só pôde observar Nara convidar Giovanna a entrar.
Ao vislumbrar o interior da Mansão Goulart pela primeira vez, Giovanna ficou estupefata.
O pátio daquela residência era tão vasto quanto um parque.
Caminhos de pedra serpenteavam pela paisagem, antigos bambus e pinheiros verdes distribuíam-se de forma pitoresca, pontes esculpidas conectavam-se a pavilhões sobre a água. Cada canto exalava a herança de uma família secular.
Era a voz de Paloma Peixoto.
Giovanna hesitou por um momento e não entrou.
A voz de Gustavo ecoou do quarto:
— Paloma, você conhece a minha personalidade. Eu não posso aceitar isso.
— Gustavo, aquela que você tem no coração, a tia Zuleica nunca vai aprovar. Mesmo que você fique com ela, a Família Goulart jamais a reconheceria. No fim, se ela ficar com você, só vai sofrer humilhações. Quanto tempo um casamento assim duraria? Olhe para mim, eu sou a mulher adequada para passar o resto da vida ao seu lado.
Giovanna não ouviu a resposta de Gustavo.
Ela pensou que, se naquele momento, Gustavo dissesse firmemente que queria enfrentar as adversidades futuras ao lado dela, talvez ela também tivesse a coragem de abrir aquela porta.
Porém, ele permaneceu em silêncio.
Giovanna lembrou-se do impacto que sentiu ao entrar naquela mansão.
Ela percebeu, com total clareza, que ela e Gustavo pertenciam a mundos completamente diferentes.
A coragem que havia reunido até ali dissipou-se lentamente.
Eles conseguiriam mesmo seguir em frente juntos?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......