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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 353

Giovanna serviu dois copos de suco, com a expressão impregnada de uma indiferença apática.

— Sim. Mas não foi uma súbita crise de consciência. É um cálculo frio que ele fez.

Sophia aproximou-se, curiosa e alerta:

— Que cálculo?

Giovanna explicou o cinismo do falso casamento com um tom monótono:

— Você se esquece de que, perante a lei, ele e eu não somos casados. Mesmo que vivamos maritalmente, com a artimanha dele, aos olhos da justiça eu seria tratada como a 'amante', a terceira pessoa.

Sophia já havia atuado em inúmeros processos de divórcio, ajudando esposas a recuperar os bens tomados pelas amantes. A constatação a atingiu de imediato, e a revolta a dominou.

— Ele conhecia essa brecha legal desde o início! Por isso fingiu ser magnânimo ao te dar as ações. Que canalha! Escória! Desprezível!

Giovanna continuou inabalável:

— Eu já pedi ao Advogado Henrique para contatar pessoas interessadas. Pretendo vender as ações.

O rosto de Sophia se iluminou num sorriso malicioso e satisfeito.

— Exatamente! Com o dinheiro na sua conta, ele não vai ter como pedir as ações de volta. Hahaha! Giovanna, esses dois por cento valem uma fortuna. Você vai ficar muito rica em breve!

Giovanna assentiu levemente.

— Vamos comer o peixe primeiro.

Com o humor restaurado, o apetite de Sophia também voltou com força.

Ela pegou os talheres, serviu um pedaço de peixe para Giovanna e depois outro para si.

— Come logo, minha nova milionária! Quem diria que o meu sonho de ver a minha melhor amiga rica e me sustentando se tornaria realidade tão rápido!

Observando o rosto emagrecido de Sophia, Giovanna sentiu um aperto de culpa.

— Tudo isso foi por minha causa. Foi por mim que você sofreu perseguição no trabalho e passou por tantas dificuldades. Me desculpe, Sophia.

— A culpa não é sua! Por que está me pedindo desculpas? — retrucou Sophia, com vigor. — A única coisa que eu espero agora é que, assim que você vender as ações, o Grupo Albuquerque afunde em escândalos, que as ações deles despenquem e a empresa vá à falência! Hmph, é o mínimo que merecem depois de tudo que fizeram com você.

Giovanna concordou num murmúrio frio:

— Espero que sua boca maldita funcione desta vez.

*

Letícia estava prestes a voltar para casa quando recebeu a ligação de um amigo.

— Letícia, aconteceu alguma coisa no Grupo Albuquerque? Por que recebi informações de que vocês estão vendendo ações?

Letícia ficou em choque.

— Como assim? É impossível!

— Certo.

Embora o Sr. Andrade não compreendesse por que o Sr. Gustavo não contatava Giovanna pessoalmente, ele não ousava fazer perguntas e continuava reportando os passos de Giovanna regularmente.

Após o expediente, Giovanna avistou o carro de Letícia estacionado em frente ao prédio da empresa.

Ela planejava fingir que não a vira, mas Letícia já caminhava a passos duros em sua direção.

— Precisamos conversar, Giovanna.

Giovanna entrou no carro de Letícia com absoluta indiferença. Foram até um clube privado nas proximidades.

Ao entrarem na sala reservada, Letícia foi direto ao ponto, com a fúria transbordando:

— Você vai vender as ações do Grupo Albuquerque?

Giovanna não se surpreendeu com a rapidez da informação. Apenas assentiu levemente, o olhar opaco.

— Sim. Algum problema? Lucas me deu as ações. Creio que eu tenho o direito de dispor delas como eu quiser.

— Giovanna, você está se fazendo de cínica, não é? Sabe muito bem que meu irmão nunca permitiria que você as vendesse. E você ainda ousa fazer isso pelas costas dele!

Um sorriso gélido e desdenhoso brotou nos lábios de Giovanna, totalmente destituído de culpa.

— Ele já me escondeu tantas coisas cruéis. O que tem de mal eu esconder apenas esta dele?"

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