Ela precisava guiar a neta para o caminho certo.
Giovanna não queria que a avó continuasse sendo enganada por Lucas e foi direta: — Vó, não aconteceu absolutamente nada entre mim e aquele Sr. Gustavo. E tem mais, quem traiu o casamento foi o Lucas, não eu.
A avó suspirou: — Giovanna, a vó também quer acreditar em você, mas eu consigo ver que o Lucas te ama muito. Já você... suas atitudes recentes com ele é que têm sido bem suspeitas.
Dito isso, a idosa se levantou, assumindo uma postura implacável: — Por enquanto, você vai ficar em casa repousando. Não vai sair, nem pense em ir atrás desse tal de Sr. Gustavo. Você e o Lucas têm uma história, têm uma base de sentimentos. Basta que você crie juízo e volte atrás, e vocês poderão ser felizes como sempre foram.
Giovanna franziu a testa: — Vó, me escuta, nada do que o Lucas disse é verdade...
A Avó Martins irritou-se: — Até agora você continua teimando nesse erro? Se não for me dar ouvidos, então nem precisa mais me considerar sua avó.
Giovanna a encarou em silêncio. Nenhuma lágrima, nenhuma fragilidade. Apenas um vazio gélido e uma letargia opressiva tomando conta de seu peito diante daquela recusa obstinada.
Naquele momento, batidas soaram na porta, seguidas pela voz de Lucas do lado de fora.
— Vó, meu amor, o jantar está na mesa.
A avó respondeu: — Está bem, já estamos saindo.
Ela deu tapinhas leves na mão de Giovanna. — Ouça a sua avó, vá viver a sua vida em paz com o seu marido.
Giovanna sabia que qualquer palavra ali seria inútil. Fechou-se em seu próprio silêncio absoluto e cortante.
Na mesa de jantar, a maioria dos pratos servidos eram os favoritos de Giovanna.
Temendo que ela tivesse dificuldade para se alimentar devido aos ferimentos, Lucas havia até instruído a governanta a cortar todas as carnes e legumes em pedaços minúsculos, para que ela pudesse comer confortavelmente apenas com a colher.
Ao observar a cena, a avó teve ainda mais certeza de que a neta era ingrata e não sabia valorizar o marido.
Após a declaração perfeita, ele ainda a convenceu a não se preocupar tanto com os problemas conjugais dos dois e a acompanhou para que fosse descansar cedo.
Os cuidadores e as governantas da mansão eram todos novatos. Pelos cantos, não paravam de sussurrar elogios à profunda devoção de Lucas. O consenso entre os empregados era unânime: Giovanna era uma mulher ingrata que não sabia o que era bom para si. Tendo a sorte de ter um marido tão extraordinário e apaixonado, era um absurdo que ela continuasse a destratá-lo daquela forma.
Giovanna estava no quarto, lendo um livro. Ao ver Lucas entrar, seu rosto manteve a rigidez de uma estátua de gelo: — Lucas, eu posso ter aceitado me mudar para cá, mas não vou dormir no mesmo quarto que você.
Lucas soltou um riso leve, carregado de uma indulgência afetuosa: — Você ainda está zangada comigo, meu bem.
Ele caminhou até o guarda-roupa, pegando um travesseiro e um cobertor, e os acomodou com cuidado no sofá: — Se eu dormir em outro quarto, como você vai explicar isso para a sua avó? Além do mais, você sofreu ferimentos graves. Eu não conseguiria pregar os olhos se não ficasse aqui vigiando o seu sono. Jamais ficaria tranquilo.
O cenho de Giovanna se contraiu, e suas palavras saíram curtas, secas, sem nenhum resquício de emoção: — Eu não preciso de você. Saia.
Lucas abriu um sorriso provocativo, brincando com um charme descarado e perfeitamente polido: — Se não quiser que eu durma no sofá... isso quer dizer que prefere que eu divida a cama com você?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......