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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 330

Ela precisava guiar a neta para o caminho certo.

Giovanna não queria que a avó continuasse sendo enganada por Lucas e foi direta: — Vó, não aconteceu absolutamente nada entre mim e aquele Sr. Gustavo. E tem mais, quem traiu o casamento foi o Lucas, não eu.

A avó suspirou: — Giovanna, a vó também quer acreditar em você, mas eu consigo ver que o Lucas te ama muito. Já você... suas atitudes recentes com ele é que têm sido bem suspeitas.

Dito isso, a idosa se levantou, assumindo uma postura implacável: — Por enquanto, você vai ficar em casa repousando. Não vai sair, nem pense em ir atrás desse tal de Sr. Gustavo. Você e o Lucas têm uma história, têm uma base de sentimentos. Basta que você crie juízo e volte atrás, e vocês poderão ser felizes como sempre foram.

Giovanna franziu a testa: — Vó, me escuta, nada do que o Lucas disse é verdade...

A Avó Martins irritou-se: — Até agora você continua teimando nesse erro? Se não for me dar ouvidos, então nem precisa mais me considerar sua avó.

Giovanna a encarou em silêncio. Nenhuma lágrima, nenhuma fragilidade. Apenas um vazio gélido e uma letargia opressiva tomando conta de seu peito diante daquela recusa obstinada.

Naquele momento, batidas soaram na porta, seguidas pela voz de Lucas do lado de fora.

— Vó, meu amor, o jantar está na mesa.

A avó respondeu: — Está bem, já estamos saindo.

Ela deu tapinhas leves na mão de Giovanna. — Ouça a sua avó, vá viver a sua vida em paz com o seu marido.

Giovanna sabia que qualquer palavra ali seria inútil. Fechou-se em seu próprio silêncio absoluto e cortante.

Na mesa de jantar, a maioria dos pratos servidos eram os favoritos de Giovanna.

Temendo que ela tivesse dificuldade para se alimentar devido aos ferimentos, Lucas havia até instruído a governanta a cortar todas as carnes e legumes em pedaços minúsculos, para que ela pudesse comer confortavelmente apenas com a colher.

Ao observar a cena, a avó teve ainda mais certeza de que a neta era ingrata e não sabia valorizar o marido.

Após a declaração perfeita, ele ainda a convenceu a não se preocupar tanto com os problemas conjugais dos dois e a acompanhou para que fosse descansar cedo.

Os cuidadores e as governantas da mansão eram todos novatos. Pelos cantos, não paravam de sussurrar elogios à profunda devoção de Lucas. O consenso entre os empregados era unânime: Giovanna era uma mulher ingrata que não sabia o que era bom para si. Tendo a sorte de ter um marido tão extraordinário e apaixonado, era um absurdo que ela continuasse a destratá-lo daquela forma.

Giovanna estava no quarto, lendo um livro. Ao ver Lucas entrar, seu rosto manteve a rigidez de uma estátua de gelo: — Lucas, eu posso ter aceitado me mudar para cá, mas não vou dormir no mesmo quarto que você.

Lucas soltou um riso leve, carregado de uma indulgência afetuosa: — Você ainda está zangada comigo, meu bem.

Ele caminhou até o guarda-roupa, pegando um travesseiro e um cobertor, e os acomodou com cuidado no sofá: — Se eu dormir em outro quarto, como você vai explicar isso para a sua avó? Além do mais, você sofreu ferimentos graves. Eu não conseguiria pregar os olhos se não ficasse aqui vigiando o seu sono. Jamais ficaria tranquilo.

O cenho de Giovanna se contraiu, e suas palavras saíram curtas, secas, sem nenhum resquício de emoção: — Eu não preciso de você. Saia.

Lucas abriu um sorriso provocativo, brincando com um charme descarado e perfeitamente polido: — Se não quiser que eu durma no sofá... isso quer dizer que prefere que eu divida a cama com você?

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