A Sra. Goulart fingiu não perceber a expressão terrível no rosto da velha; disse apenas um "mãe" e puxou Melissa para se sentarem à mesa.
Gustavo as ignorou completamente, serviu um pedaço de costela para Giovanna e disse, num tom suave e afetuoso:
— Vamos comer, meu bem.
Giovanna assentiu e concentrou-se apenas na comida.
Dona Goulart ordenou à cuidadora:
— Sirva uma tigela de sopa de pepino-do-mar para a Giovanna. Ela tem trabalhado muito ultimamente cuidando do Gustavo, deve estar exausta e precisa recuperar as energias.
A cuidadora assentiu e colocou a tigela de sopa diante de Giovanna.
Giovanna sorriu para Dona Goulart.
— Muito obrigada, vovó.
Vendo isso, a Sra. Goulart disse:
— Mãe, a Melissa também está com a saúde frágil, dê uma tigela para ela também.
Dona Goulart deu um riso zombeteiro:
— Acho que ela não precisa de suplementos, não. Naquele dia, a força com que ela me empurrou e mordeu a Giovanna foi imensa. Se a alimentarmos ainda mais, na próxima vez, serei eu quem não sairá com vida para sentar nesta mesa.
Sendo cortada de forma tão ríspida, o rosto da Sra. Goulart escureceu alguns tons.
Desde que Giovanna havia aparecido, o tratamento que Dona Goulart dispensava a ela tinha se tornado ainda pior.
No fim das contas, a culpa era toda de Giovanna!
Melissa baixou os olhos e falou com a voz embargada:
— Vovó, eu sei que errei. Eu não sei o que deu em mim naquele dia, foi apenas um impulso que me fez desrespeitar a senhora.
Ao perceber que Dona Goulart a ignorava, Melissa se voltou para Gustavo:
— Gustavo, a vovó não acredita em mim, mas você acredita, não é?
Gustavo olhou para ela com frieza, e em vez de responder, disparou:
— Foi você quem mandou a gangue da Bruna sequestrar a Giovanna, não foi?
O coração de Melissa deu um solavanco de pânico.
Ela já havia mandado pagar pelo silêncio de Bruna; não tinha como Bruna tê-la entregado.
Com esse pensamento, ela conseguiu se acalmar um pouco:
— Você foi cuidadosa. Não transferiu o dinheiro da sua própria conta; preferiu pagar em espécie. Mas você esqueceu de um detalhe: cada cédula de dinheiro possui um número de série único. Quando o seu motorista foi ao balcão sacar o dinheiro, tudo foi registrado pelo sistema do banco e pelas câmeras de segurança. Bastou fazer uma verificação no banco para descobrir tudo.
Melissa o olhava com total incredulidade.
Ela jamais imaginou que Gustavo investigaria o caso com tamanha minúcia.
Mesmo assim, Bruna não poderia tê-la dedurado.
Afinal, ela havia prometido arcar com todos os custos médicos do filho de Bruna, que estava com câncer.
— Não, impossível! Não fui eu! — Melissa continuava se negando a admitir.
Com um semblante implacável, Gustavo explicou:
— Sabe por que a Bruna concordou em te entregar? Porque eu disse a ela que você não apenas não pagou as despesas médicas do filho dela, como ainda mandou a criança para um orfanato, largando-a lá para sobreviver à própria sorte. Além disso, você também a denunciou por participar de vários assaltos a mansões... Agora, ela quer mais é que você vá para a prisão com ela.
Claro que apenas isso não teria sido suficiente para fazer Bruna falar.
Ele também havia prometido a Bruna que, se ela delatasse Melissa, ele não apenas pagaria o tratamento médico da criança, mas também entraria em contato com os donos das mansões para que retirassem as queixas. Ele cobriria todos os danos, aliviando assim a pena dela.
Por causa disso, Bruna obedeceu a ele em absolutamente tudo.
No entanto, não havia a menor necessidade de contar esses detalhes a Melissa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......