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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 315

A Sra. Goulart fingiu não perceber a expressão terrível no rosto da velha; disse apenas um "mãe" e puxou Melissa para se sentarem à mesa.

Gustavo as ignorou completamente, serviu um pedaço de costela para Giovanna e disse, num tom suave e afetuoso:

— Vamos comer, meu bem.

Giovanna assentiu e concentrou-se apenas na comida.

Dona Goulart ordenou à cuidadora:

— Sirva uma tigela de sopa de pepino-do-mar para a Giovanna. Ela tem trabalhado muito ultimamente cuidando do Gustavo, deve estar exausta e precisa recuperar as energias.

A cuidadora assentiu e colocou a tigela de sopa diante de Giovanna.

Giovanna sorriu para Dona Goulart.

— Muito obrigada, vovó.

Vendo isso, a Sra. Goulart disse:

— Mãe, a Melissa também está com a saúde frágil, dê uma tigela para ela também.

Dona Goulart deu um riso zombeteiro:

— Acho que ela não precisa de suplementos, não. Naquele dia, a força com que ela me empurrou e mordeu a Giovanna foi imensa. Se a alimentarmos ainda mais, na próxima vez, serei eu quem não sairá com vida para sentar nesta mesa.

Sendo cortada de forma tão ríspida, o rosto da Sra. Goulart escureceu alguns tons.

Desde que Giovanna havia aparecido, o tratamento que Dona Goulart dispensava a ela tinha se tornado ainda pior.

No fim das contas, a culpa era toda de Giovanna!

Melissa baixou os olhos e falou com a voz embargada:

— Vovó, eu sei que errei. Eu não sei o que deu em mim naquele dia, foi apenas um impulso que me fez desrespeitar a senhora.

Ao perceber que Dona Goulart a ignorava, Melissa se voltou para Gustavo:

— Gustavo, a vovó não acredita em mim, mas você acredita, não é?

Gustavo olhou para ela com frieza, e em vez de responder, disparou:

— Foi você quem mandou a gangue da Bruna sequestrar a Giovanna, não foi?

O coração de Melissa deu um solavanco de pânico.

Ela já havia mandado pagar pelo silêncio de Bruna; não tinha como Bruna tê-la entregado.

Com esse pensamento, ela conseguiu se acalmar um pouco:

— Você foi cuidadosa. Não transferiu o dinheiro da sua própria conta; preferiu pagar em espécie. Mas você esqueceu de um detalhe: cada cédula de dinheiro possui um número de série único. Quando o seu motorista foi ao balcão sacar o dinheiro, tudo foi registrado pelo sistema do banco e pelas câmeras de segurança. Bastou fazer uma verificação no banco para descobrir tudo.

Melissa o olhava com total incredulidade.

Ela jamais imaginou que Gustavo investigaria o caso com tamanha minúcia.

Mesmo assim, Bruna não poderia tê-la dedurado.

Afinal, ela havia prometido arcar com todos os custos médicos do filho de Bruna, que estava com câncer.

— Não, impossível! Não fui eu! — Melissa continuava se negando a admitir.

Com um semblante implacável, Gustavo explicou:

— Sabe por que a Bruna concordou em te entregar? Porque eu disse a ela que você não apenas não pagou as despesas médicas do filho dela, como ainda mandou a criança para um orfanato, largando-a lá para sobreviver à própria sorte. Além disso, você também a denunciou por participar de vários assaltos a mansões... Agora, ela quer mais é que você vá para a prisão com ela.

Claro que apenas isso não teria sido suficiente para fazer Bruna falar.

Ele também havia prometido a Bruna que, se ela delatasse Melissa, ele não apenas pagaria o tratamento médico da criança, mas também entraria em contato com os donos das mansões para que retirassem as queixas. Ele cobriria todos os danos, aliviando assim a pena dela.

Por causa disso, Bruna obedeceu a ele em absolutamente tudo.

No entanto, não havia a menor necessidade de contar esses detalhes a Melissa.

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