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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 298

— Giovanna — chamou ele. Lucas estava furioso antes de vê-la, mas diante daquela beleza estonteante, sua raiva dissipou-se em grande parte, e sua voz soou melíflua e apaixonada.

Giovanna o encarou com uma expressão mortiça, os olhos gélidos, sem dizer uma única palavra.

Lucas, com um tom de preocupação genuína, perguntou:

— Você acabou de voltar do instituto de pesquisa da Cidade Nova, meu amor?

Giovanna rebateu com escárnio:

— Você mandou me seguirem?

Vendo que ela estava sempre armada de espinhos quando falava com ele, Lucas demonstrou uma leve decepção, como se estivesse sendo injustiçado:

— Eu jamais mandaria te seguir, querida. Eu apenas me preocupo com você. Mas não acha que está passando dos limites se exibindo por aí como um pavão?

Ela era a mulher dele. Toda aquela beleza deveria florescer única e exclusivamente para ele.

Giovanna achou a audácia risível. Com a voz carregada de nojo, perguntou:

— Como exatamente eu estou me exibindo como um pavão?

Lucas segurou o pulso dela com uma firmeza controlada, mas gentil, e usou o polegar para esfregar o batom dos lábios dela.

— Você! — O rosto de Giovanna corou de ódio.

— Você quase não usava maquiagem antes, meu amor. Agora, todos os dias sai assim, toda produzida e linda. Se isso não é se exibir para atrair a atenção de outros homens, o que é?

Giovanna não recuou:

— As mulheres se arrumam para agradar a si mesmas, não para agradar aos homens. A arrogância de vocês é patética.

Tomada pela repulsa ao toque dele, ela ergueu o joelho com força em direção à virilha de Lucas.

Ele soltou um gemido abafado, afrouxando o aperto em seu pulso, e olhou para ela com uma expressão de dor profunda.

— Giovanna... como você tem coragem de fazer isso comigo?

O olhar dela era puro desprezo.

— E por que eu não teria?

Ela não perdeu mais tempo com ele, virou as costas e se afastou.

Lucas respirou fundo, demorando um bom tempo até que a dor aguda desaparecesse lentamente.

Nesse momento, um carro parou ao seu lado.

A janela desceu, revelando o perfil de Gustavo.

Ele lançou um olhar indiferente para Lucas e soltou um sorriso de escárnio.

Ela não conseguia entender para onde havia ido o homem que prometia com tanta convicção que seria um pai maravilhoso.

Ignorando-a, Lucas foi direto para o escritório e fechou a porta.

Patrícia Albuquerque, que estava arrumando os brinquedos do filho na sala, viu a expressão ofendida de Sabrina e a consolou com naturalidade:

— Homem é assim mesmo, não tem paciência nenhuma com criança. Pode apostar que toda essa parte de cuidar e educar vai sobrar para você no futuro.

Sabrina, que também fora criada cheia de mimos, sentiu o peito apertar ainda mais ao ouvir aquilo.

No entanto, ela ainda amava Lucas profundamente. Havia lutado muito por aquele casamento e não cederia seu lugar facilmente.

Olívia saiu da cozinha, segurando uma tigela de sopa de ginseng.

— O Lucas já chegou? Ele trabalhou o dia todo, precisa tomar essa sopa para repor as energias.

Sabrina foi rapidamente até ela:

— Mãe, pode deixar que eu levo para ele.

Pegando a tigela das mãos de Olívia, Sabrina bateu na porta e entrou no escritório.

Lucas estava sentado à mesa, com vários diários abertos à sua frente.

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