— Giovanna — chamou ele. Lucas estava furioso antes de vê-la, mas diante daquela beleza estonteante, sua raiva dissipou-se em grande parte, e sua voz soou melíflua e apaixonada.
Giovanna o encarou com uma expressão mortiça, os olhos gélidos, sem dizer uma única palavra.
Lucas, com um tom de preocupação genuína, perguntou:
— Você acabou de voltar do instituto de pesquisa da Cidade Nova, meu amor?
Giovanna rebateu com escárnio:
— Você mandou me seguirem?
Vendo que ela estava sempre armada de espinhos quando falava com ele, Lucas demonstrou uma leve decepção, como se estivesse sendo injustiçado:
— Eu jamais mandaria te seguir, querida. Eu apenas me preocupo com você. Mas não acha que está passando dos limites se exibindo por aí como um pavão?
Ela era a mulher dele. Toda aquela beleza deveria florescer única e exclusivamente para ele.
Giovanna achou a audácia risível. Com a voz carregada de nojo, perguntou:
— Como exatamente eu estou me exibindo como um pavão?
Lucas segurou o pulso dela com uma firmeza controlada, mas gentil, e usou o polegar para esfregar o batom dos lábios dela.
— Você! — O rosto de Giovanna corou de ódio.
— Você quase não usava maquiagem antes, meu amor. Agora, todos os dias sai assim, toda produzida e linda. Se isso não é se exibir para atrair a atenção de outros homens, o que é?
Giovanna não recuou:
— As mulheres se arrumam para agradar a si mesmas, não para agradar aos homens. A arrogância de vocês é patética.
Tomada pela repulsa ao toque dele, ela ergueu o joelho com força em direção à virilha de Lucas.
Ele soltou um gemido abafado, afrouxando o aperto em seu pulso, e olhou para ela com uma expressão de dor profunda.
— Giovanna... como você tem coragem de fazer isso comigo?
O olhar dela era puro desprezo.
— E por que eu não teria?
Ela não perdeu mais tempo com ele, virou as costas e se afastou.
Lucas respirou fundo, demorando um bom tempo até que a dor aguda desaparecesse lentamente.
Nesse momento, um carro parou ao seu lado.
A janela desceu, revelando o perfil de Gustavo.
Ele lançou um olhar indiferente para Lucas e soltou um sorriso de escárnio.
Ela não conseguia entender para onde havia ido o homem que prometia com tanta convicção que seria um pai maravilhoso.
Ignorando-a, Lucas foi direto para o escritório e fechou a porta.
Patrícia Albuquerque, que estava arrumando os brinquedos do filho na sala, viu a expressão ofendida de Sabrina e a consolou com naturalidade:
— Homem é assim mesmo, não tem paciência nenhuma com criança. Pode apostar que toda essa parte de cuidar e educar vai sobrar para você no futuro.
Sabrina, que também fora criada cheia de mimos, sentiu o peito apertar ainda mais ao ouvir aquilo.
No entanto, ela ainda amava Lucas profundamente. Havia lutado muito por aquele casamento e não cederia seu lugar facilmente.
Olívia saiu da cozinha, segurando uma tigela de sopa de ginseng.
— O Lucas já chegou? Ele trabalhou o dia todo, precisa tomar essa sopa para repor as energias.
Sabrina foi rapidamente até ela:
— Mãe, pode deixar que eu levo para ele.
Pegando a tigela das mãos de Olívia, Sabrina bateu na porta e entrou no escritório.
Lucas estava sentado à mesa, com vários diários abertos à sua frente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......