Ao vê-arlo com as sobrancelhas franzidas, parecendo inquieto durante o sono, Giovanna hesitou por um momento, mas acabou sentando-se na beira da cama, sem ir embora.
Diante de um Gustavo tão vulnerável, ela, na verdade, sentiu suas convicções balançarem.
Porém, ao lembrar-se do estado lunático de Melissa, um medo gelado a trouxe de volta à realidade.
Melissa era uma bomba-relógio, capaz de ferir a ela e à sua família a qualquer instante.
Giovanna não ousava arriscar.
Pensando nisso, Giovanna silenciou qualquer hesitação em seu peito, assumindo uma postura implacável, e puxou sua mão, desvencilhando-se do aperto de Gustavo.
Ela se levantou e saiu do quarto.
O Arroz estava na sala brincando com um ursinho de pelúcia e, ao vê-la de saída, a acompanhou com um olhar pidão.
Giovanna se aproximou, agachou-se e acariciou a cabeça dele. — Eu já vou. Venho te ver quando tiver a chance.
Após dizer isso, lançou uma última olhada gélida na direção do quarto e foi embora.
*
Na manhã seguinte, Gustavo acordou e as lembranças da noite anterior começaram a surgir lentamente em sua mente.
Giovanna o trouxera de volta e até lhe dera uma sopa para curar a ressaca.
Ele pegou o celular e enviou uma mensagem para Giovanna: "Obrigado por cuidar de mim ontem à noite."
Giovanna respondeu prontamente: "Não há de quê, Sr. Gustavo."
Ao notar que ela continuava a tratá-lo com tamanha formalidade e distanciamento, ele entendeu o recado.
Deixando o celular de lado, Gustavo levantou-se para se arrumar.
Ele saiu de casa uma hora mais cedo do que o habitual, como vinha fazendo.
Nesse horário, não esbarraria com Giovanna.
Ele não queria que ela se sentisse desconfortável.
O guarda-costas relatou: — Ontem à noite a Srta. Melissa esteve aqui. A Srta. Giovanna pediu que a mandássemos embora.
O semblante de Gustavo escureceu. — Entendido.
Já no carro, ele recebeu uma ligação de Melissa.
Desta vez, ele não recusou a chamada.
Os bolinhos de sopa recém-cozidos e o creme de ovos se esparramaram pelo concreto.
Melissa olhou para ele, incrédula: — Gustavo...
Ele a encarou com uma frieza cortante: — Preste bem atenção, Melissa. Eu tenho profunda aversão a você e a qualquer coisa que venha de você. De agora em diante, pare de sonhar. Eu já lhe disse, nunca pertenci a você e nunca pertencerei.
Os olhos de Melissa marejaram.
Ela enxugou as lágrimas, mas continuou teimosa: — Antes você disse que se casaria comigo. Essa promessa não vale mais nada?
Gustavo respondeu num tom glacial: — Se aquele incidente não tivesse acontecido, nós realmente poderíamos ter sido um casal de conveniência, respeitando-nos mutuamente. Mas depois daquilo, não há a menor possibilidade.
Ele nem sequer olhou para Melissa novamente e caminhou em direção aos elevadores.
Melissa fitou o café da manhã jogado no chão, sentindo uma mistura sufocante de raiva e ressentimento.
Foi então que a Sra. Monteiro ligou para ela, perguntando com a voz suave:
— Melissa, você já tomou o seu remédio hoje?
Melissa teve um ataque de fúria repentino, gritando histericamente com a mãe ao telefone: — Eu não estou doente, por que tenho que tomar remédio?! É tudo culpa de vocês, que vivem dizendo que eu sou doente, e por isso o Gustavo também acha que eu sou! É por culpa de vocês que ele não gosta de mim! Eu odeio vocês!
O motorista de Gustavo, ao vê-la tendo outro de seus surtos, estacionou o carro em silêncio e foi embora, não sem antes avisar aos seguranças para ficarem de olho no estacionamento e não deixarem Melissa entrar na empresa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......