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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 291

Ao vê-arlo com as sobrancelhas franzidas, parecendo inquieto durante o sono, Giovanna hesitou por um momento, mas acabou sentando-se na beira da cama, sem ir embora.

Diante de um Gustavo tão vulnerável, ela, na verdade, sentiu suas convicções balançarem.

Porém, ao lembrar-se do estado lunático de Melissa, um medo gelado a trouxe de volta à realidade.

Melissa era uma bomba-relógio, capaz de ferir a ela e à sua família a qualquer instante.

Giovanna não ousava arriscar.

Pensando nisso, Giovanna silenciou qualquer hesitação em seu peito, assumindo uma postura implacável, e puxou sua mão, desvencilhando-se do aperto de Gustavo.

Ela se levantou e saiu do quarto.

O Arroz estava na sala brincando com um ursinho de pelúcia e, ao vê-la de saída, a acompanhou com um olhar pidão.

Giovanna se aproximou, agachou-se e acariciou a cabeça dele. — Eu já vou. Venho te ver quando tiver a chance.

Após dizer isso, lançou uma última olhada gélida na direção do quarto e foi embora.

*

Na manhã seguinte, Gustavo acordou e as lembranças da noite anterior começaram a surgir lentamente em sua mente.

Giovanna o trouxera de volta e até lhe dera uma sopa para curar a ressaca.

Ele pegou o celular e enviou uma mensagem para Giovanna: "Obrigado por cuidar de mim ontem à noite."

Giovanna respondeu prontamente: "Não há de quê, Sr. Gustavo."

Ao notar que ela continuava a tratá-lo com tamanha formalidade e distanciamento, ele entendeu o recado.

Deixando o celular de lado, Gustavo levantou-se para se arrumar.

Ele saiu de casa uma hora mais cedo do que o habitual, como vinha fazendo.

Nesse horário, não esbarraria com Giovanna.

Ele não queria que ela se sentisse desconfortável.

O guarda-costas relatou: — Ontem à noite a Srta. Melissa esteve aqui. A Srta. Giovanna pediu que a mandássemos embora.

O semblante de Gustavo escureceu. — Entendido.

Já no carro, ele recebeu uma ligação de Melissa.

Desta vez, ele não recusou a chamada.

Os bolinhos de sopa recém-cozidos e o creme de ovos se esparramaram pelo concreto.

Melissa olhou para ele, incrédula: — Gustavo...

Ele a encarou com uma frieza cortante: — Preste bem atenção, Melissa. Eu tenho profunda aversão a você e a qualquer coisa que venha de você. De agora em diante, pare de sonhar. Eu já lhe disse, nunca pertenci a você e nunca pertencerei.

Os olhos de Melissa marejaram.

Ela enxugou as lágrimas, mas continuou teimosa: — Antes você disse que se casaria comigo. Essa promessa não vale mais nada?

Gustavo respondeu num tom glacial: — Se aquele incidente não tivesse acontecido, nós realmente poderíamos ter sido um casal de conveniência, respeitando-nos mutuamente. Mas depois daquilo, não há a menor possibilidade.

Ele nem sequer olhou para Melissa novamente e caminhou em direção aos elevadores.

Melissa fitou o café da manhã jogado no chão, sentindo uma mistura sufocante de raiva e ressentimento.

Foi então que a Sra. Monteiro ligou para ela, perguntando com a voz suave:

— Melissa, você já tomou o seu remédio hoje?

Melissa teve um ataque de fúria repentino, gritando histericamente com a mãe ao telefone: — Eu não estou doente, por que tenho que tomar remédio?! É tudo culpa de vocês, que vivem dizendo que eu sou doente, e por isso o Gustavo também acha que eu sou! É por culpa de vocês que ele não gosta de mim! Eu odeio vocês!

O motorista de Gustavo, ao vê-la tendo outro de seus surtos, estacionou o carro em silêncio e foi embora, não sem antes avisar aos seguranças para ficarem de olho no estacionamento e não deixarem Melissa entrar na empresa.

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