Ela quase arremessou o celular longe, consumida pela inveja.
Se não tivesse sido forçada a pedir demissão, ela também poderia estar naquele palco esta noite, brilhando diante das câmeras daquela transmissão ao vivo.
A culpa era toda da Giovanna, que havia roubado todas as suas oportunidades.
*
Após o encerramento do fórum, Giovanna aguardava na porta do salão de banquetes, esperando que Gustavo terminasse de cumprimentar as pessoas para que pudessem sair para jantar.
Zaqueu, Álvaro e Nereu se despediram de alguns veteranos da área e caminharam na direção dela.
Nereu foi o primeiro a falar: — Giovanna, quer uma carona no meu carro?
Giovanna sorriu levemente: — Não, obrigada. Estou esperando uma pessoa antes de ir.
Nereu não tinha ideia do relacionamento dela com Gustavo e perguntou curioso: — Esperando quem?
Zaqueu, percebendo que Giovanna não nutria o menor interesse por Nereu, apressou-se em puxá-lo pelo braço: — A Giovanna com certeza tem negócios importantes para resolver, não vamos atrapalhar. Vem, vamos indo, eu te faço companhia num lanche noturno...
E assim Nereu foi arrastado para longe.
Giovanna esperou mais uns cinco minutos até Gustavo finalmente aparecer.
Eles entraram juntos no elevador e desceram até a garagem subterrânea.
Já no carro, Gustavo perguntou: — Tem alguma coisa específica que você queira comer?
Giovanna pensou por um instante e sugeriu: — Que tal macarrão?
Gustavo sorriu: — Por coincidência, eu também estava com vontade de comer macarrão.
Eles escolheram um restaurante próximo, famoso e aberto há muitos anos. Mesmo fora do horário de pico, o lugar estava cheio.
Como as salas reservadas estavam todas ocupadas, sentaram-se no salão principal.
Giovanna pediu uma tigela de sopa de macarrão com wonton, e Gustavo optou por macarrão de arroz com bolinhos de camarão.
Logo o garçom trouxe as duas tigelas.
Gustavo, com muita naturalidade, pegou os temperos na mesa e perguntou: — Quer vinagre ou pimenta?
Giovanna balançou a cabeça: — Não precisa.
O irmão agora nem a chamava mais de "Srta. Giovanna", mas apenas de "Giovanna".
Que intimidade deliciosa.
Ela queria muito ver como o irmão agia quando estava apaixonado, então foi direto ao ponto: — Estou planejando ir para a Cidade Nova para visitar a vovó e a Giovanna. Ah, e o Arroz ainda deve estar na casa dela, então vou aproveitar para vê-lo também.
Giovanna já havia parado de tossir. Ao ouvir o nome de Arroz, sentiu um aperto de despedida: — O seu irmão me pediu para cuidar do Arroz temporariamente, mas já que você vem para a Cidade Nova, acho que chegou a hora de eu devolvê-lo para você.
Lourdes pensou consigo mesma que, de qualquer forma, Arroz acabaria vivendo com Giovanna na Família Goulart mais cedo ou mais tarde, então não havia pressa em pegá-lo de volta.
Além disso, o cachorrinho ainda poderia servir de cupido entre o irmão e Giovanna.
— Giovanna — ela disse com um sorriso travesso —, eu só vou passar um tempinho na Cidade Nova e depois vou viajar para o exterior. Então, por favor, continue cuidando do Arroz por enquanto.
Não precisando se separar de Arroz tão cedo, Giovanna concordou com alívio.
Terminada a refeição, Gustavo e Giovanna deixaram o restaurante.
No caminho de volta, Gustavo disse a ela: — O temperamento da Lourdes é assim mesmo, muito impulsiva e desbocada no que diz e faz. Não leve para o lado pessoal.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......