No quarto do hospital, Paloma olhava carinhosamente para Gustavo.
— Gustavo, obrigada por ter vindo me ver ontem à noite. Sem você, eu com certeza não teria conseguido escapar.
Gustavo estava sentado no sofá, com uma expressão fria:
— Paloma, você salvou a minha mãe e eu sou muito grato por isso. No entanto, espero que deixe bem claro para ela que o nosso casamento é impossível.
Os olhos de Paloma esquentaram. Reprimindo a amargura em seu coração, ela disse:
— Gustavo, eu sei que você veio me ver ontem à noite só para me usar contra o seu segundo tio.
Ele permitiu que a Sra. Goulart espalhasse os rumores de que os dois estavam prestes a noivar apenas para que todos acreditassem erroneamente que ela era importante para ele.
Foi por isso que eles decidiram atacá-la.
A polícia havia chegado tão rápido porque Gustavo já havia feito a denúncia antecipadamente.
— Sinto muito. Vou compensá-la financeiramente.
Embora fosse um pedido de desculpas, não havia o menor traço de culpa em seu rosto.
— Você não precisa pedir desculpas — ela sorriu amargamente. — Gustavo, você sabe o que eu quero.
Ele colocou um cartão na frente dela e disse, calmamente:
— Paloma, isso é tudo o que posso te dar.
Dito isso, ele se levantou, pronto para sair.
Paloma o chamou de repente:
— Gustavo, mesmo que você queira me usar, não me importo. Só quero ficar ao seu lado e lutar junto com você. Não me importo se me tratar apenas como uma esposa de fachada. Você também sabe que tudo o que eu posso fazer por você, a Giovanna jamais seria capaz de fazer, não é?
Mesmo que Gustavo não a amasse agora, ela queria o título.
Assim que garantisse seu lugar oficial, pensaria no resto aos poucos.
Gustavo, mais cedo ou mais tarde, perceberia que ela era a mulher mais adequada para ele.
— Descanse bem, Paloma. Pedirei à minha mãe para cuidar de você.
Ele não deu nenhuma resposta ao que ela havia dito e simplesmente deixou o quarto.
Vendo-o partir, Paloma socou o travesseiro com força.
*
A cirurgia foi um sucesso.
A avó ainda não havia acordado e precisava continuar sob observação.
Giovanna pediu à tia que voltasse para descansar e sentou-se ao lado da cama, velando a avó.
O celular vibrou.
Ela o abriu e viu que era uma mensagem de Gustavo.
— Desculpe não ter podido vir te acompanhar durante a cirurgia da Avó Martins.
Giovanna finalmente recuperou a voz e, com um tom distante, disse:
— Esse assunto não deveria incomodar o Sr. Gustavo. Além disso, a cirurgia da minha avó foi um sucesso, e agradeço por ter ajudado na transferência dela para este hospital.
Gustavo ficou em silêncio por um momento antes de perguntar:
— Você vai passar a noite aqui de novo? Está com fome? Vou pedir para o meu assistente comprar algo para você comer.
Giovanna balançou a cabeça:
— Não estou com fome. O Sr. Gustavo teve uma longa viagem, deve estar cansado. Eu posso cuidar da minha avó sozinha. Volte e vá descansar.
Gustavo não foi embora. Em vez disso, sentou-se em um dos bancos do corredor do hospital, com a clara intenção de ficar ali acompanhando-a.
Naquele momento, Giovanna também não sabia como lidar com ele.
Ele agora era o quase noivo de outra mulher. Se continuassem com aquele clima ambíguo, ela não conseguiria lidar com a própria consciência.
Giovanna não disse mais nada e voltou para o quarto da avó.
Meia hora depois, Gustavo empurrou a porta levemente e colocou uma tigela de macarrão com sopa quente na mesa ao lado dela, sussurrando:
— Coma enquanto está quente.
E então, ele saiu novamente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......