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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 232

Zaqueu:

— Então está combinado. Daqui a pouco eu adiciono o seu contato e te mando o horário e o local das entrevistas. Não se preocupe, nosso processo seletivo acontece nos finais de semana, não vai atrapalhar o seu horário de trabalho.

Giovanna:

— Combinado.

Ao sair do chat em grupo, Giovanna pegou seu copo de água e continuou a beber.

Gustavo estava conversando casualmente com um diretor ao lado. Ao vê-la terminar de responder às mensagens, virou-se e disse:

— Sávio e Diogo são veteranos que já trabalharam em projetos de pesquisa científica de nível nacional. Se tiver alguma dúvida no futuro, pode procurá-los. Eles são o tipo de pessoas que valorizam talentos. Vi que conversaram com você por um bom tempo agora há pouco, o que mostra o quanto eles a reconhecem. Acredito que, no futuro, você definitivamente poderá ir cada vez mais longe nessa área.

Giovanna o encarou, surpresa.

Ela achava que ele a tinha convidado para aquele jantar apenas porque precisava de ajuda para socializar e lidar com os convidados.

Jamais imaginou que, na verdade, ele fizera isso para lhe apresentar recursos e contatos.

Por um momento, ela não soube o que dizer, limitando-se a agradecer com gratidão:

— Obrigada, Gustavo.

Gustavo deu uma risadinha leve:

— Não precisa me agradecer, Giovanna. A sua capacidade merece estar em uma plataforma maior e mais ampla, para ser vista por mais pessoas.

Giovanna ficou estupefata e perguntou:

— Por que você confia tanto na minha capacidade?

Embora ela tivesse aprendido muito sobre medicina com o avô desde pequena e mantido notas excelentes durante toda a faculdade, ninguém nunca havia lhe dito que ela era feita para um mundo mais vasto.

A avó queria que ela se casasse, tivesse filhos e formasse uma família perfeita.

Lucas queria que ela fosse a esposa dedicada e mãe cuidadosa, de preferência escondida em casa, sendo o seu apoio nos bastidores, sem nunca aparecer em público.

Mas as expectativas de Gustavo em relação a ela eram completamente diferentes das dos outros.

Ele realmente desejava que ela tivesse uma carreira de sucesso e um futuro brilhante.

Giovanna acompanhou Gustavo, conversou mais um pouco com alguns diretores de pesquisa e depois foi ao banheiro.

Na porta do banheiro, seu pulso foi agarrado por alguém.

Ao se virar, deparou-se com Lucas. Ele exibia uma máscara de doçura implacável, escondendo perfeitamente a fúria em seus olhos.

— Giovanna, meu amor, você precisa saber a hora de parar — a voz dele soou aveludada, transbordando um carinho quase asfixiante e sem o menor traço de culpa por suas próprias ações. — Eu permitir que você saísse para trabalhar já foi a minha maior concessão, só para te ver feliz. E você ainda se expõe assim, tão íntima do Gustavo? Você não se importa mais com os sentimentos do homem que te ama?

Ela olhou para aquela postura terrivelmente afetuosa e hipócrita, mas seu rosto permaneceu imperturbável e gélido.

— Eu não sou sua propriedade. Se eu trabalho ou não, não preciso da sua permissão. Além disso, a minha interação com o Sr. Gustavo é apenas etiqueta social normal. Não vejo nenhum problema nisso.

Ao vê-la tão fria, a raiva no coração de Lucas queimou ainda mais forte, embora ele continuasse a sorrir com indulgência tóxica.

Ele não entendia por que ela estava sempre o contrariando.

Se soubesse, nunca a teria deixado sair para trabalhar!

— Meu anjo, você não acha de verdade que o Gustavo tem sentimentos sinceros por você, acha? — Ele soltou um riso suave, acariciando o braço dela como se a protegesse do mundo. — É a coisa mais normal do mundo que os homens, em ocasiões de negócios, brinquem com as mulheres e se aproveitem delas. Você é pura demais. Se levar isso a sério, vai acabar se machucando, minha bobinha.

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