Ele já havia subornado o dono do hotel. Mesmo que fizesse o que bem entendesse ali dentro, ninguém diria uma palavra.
Landulfo mandou o segurança vigiar a porta do lado de fora. Em seguida, cravou os olhos no rosto delicado e nas curvas de Giovanna; seu olhar transbordava uma luxúria repugnante.
Quando ele estava prestes a rasgar o vestido dela, o celular tocou.
Era Paloma.
Irritado com a interrupção, ele atendeu.
Paloma, temendo que ele fizesse alguma estupidez na hora H, o alertou: — Não importa que tipo de joguinho essa mulher tente fazer, não dê ouvidos a ela. Vá direto ao ponto e consume o ato. Não se deixe ser feito de idiota.
Como havia visto Gustavo e Giovanna cada vez mais próximos ultimamente, ela já não tinha paciência para armar contra Giovanna aos poucos.
Bastava que Landulfo a arruinasse para que qualquer faísca de romance entre Gustavo e Giovanna fosse permanentemente apagada.
— Já entendi, não precisava nem avisar.
Com o rosto queimando de impaciência, Landulfo desligou o telefone.
Ele já havia planejado fugir para o exterior por um tempo assim que terminasse o serviço.
As passagens já estavam compradas.
Mesmo que Gustavo quisesse vingar Giovanna, não o encontraria.
Além disso, como Paloma bem pontuou, com o tempo, quando Gustavo perdesse o interesse nela, todo esse escândalo também cairia no esquecimento.
Giovanna o viu estender a mão e puxar suas roupas.
Ela cerrou os punhos com força, sem oferecer nenhuma resistência.
Vendo-a deitada ali como um peixe morto, Landulfo não conteve a curiosidade de encará-la.
Será que ela havia percebido que lutar era inútil e aceitado o seu destino?
Ele puxou o casaco dela e continuou avançando.
Giovanna permanecia inerte, como se não se importasse com o que ele fizesse.
Landulfo achou aquilo sem graça. Ele gostava justamente da rebeldia dela; domá-la era o que tornava tudo excitante.
Lembrando-se de que os seus homens estavam lá fora e que ela era pequena e fraca, fugir era uma tarefa impossível.
Então, ignorando completamente os avisos de Paloma, ele estendeu a mão, desamarrou as cordas e puxou o lenço da boca dela.
Giovanna respirou fundo, forçando a própria mente a se manter fria e calculista.
Landulfo sorriu, ergueu o queixo dela e tentou beijá-la.
Giovanna virou o rosto com nojo, tentando desviar, mas recebeu um tapa estalado no rosto.
Ela cerrou os dentes, sem emitir um som.
Ignorando as gengivas ainda sangrando, arrastou-se para fora da água e correu, tropeçando, em direção ao estacionamento próximo.
Foi nesse momento que ela avistou o carro de Sophia.
As lágrimas finalmente brotaram em seus olhos enquanto corria na direção dela.
Sophia a viu, completamente aterrorizada.
— Giovanna!
*
Uma hora depois, Giovanna, Sophia e o dono do hotel estavam na delegacia de polícia.
Landulfo havia sido levado ao hospital e temporariamente não tinha condições de prestar depoimento.
O dono do hotel se fez de surdo e mudo, afirmando não saber de absolutamente nada.
As câmeras de segurança haviam sido apagadas, deixando Giovanna sem provas materiais contra Landulfo.
Nesse exato momento, duas figuras imponentes cruzaram a porta da delegacia.
— Sr. Gustavo.
Ao ouvir as pessoas ao redor saudarem o recém-chegado com total reverência, Giovanna ergueu os olhos por instinto, encontrando aquele par de olhos tão profundos e escuros.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......