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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 152

— No passado, quando a Paloma ficou noiva do segundo jovem mestre da Família Goulart, o Sr. Gabriel a tratava como uma verdadeira princesa. Depois que o Sr. Gabriel faleceu naquele acidente trágico, o Sr. Gustavo declarou aos quatro ventos que nunca se casaria, tudo por causa dela, e os dois viviam andando juntos para cima e para baixo.

— Haha, na época eu até torcia muito para eles ficarem juntos! Os dois continuaram solteiros um pelo outro... é uma história tão proibida e romântica.

Ao ouvir aquilo, Giovanna finalmente compreendeu a profundidade da relação entre Gustavo e Paloma.

Não era de se admirar que houvesse sempre uma tensão palpável, um constante vai e volta entre eles.

Presos pelas amarras de seus status e da moralidade familiar, não podiam ficar juntos de forma oficial, mas também eram incapazes de cortar os laços.

Ela se lembrou do que Gustavo lhe dissera uma vez: que jantar com ela e tratá-la bem tinha um propósito oculto, e que ela não deveria levar para o lado pessoal.

Agora tudo fazia um sentido brutal. A gentileza calculada de Gustavo não passava de uma isca. Ele a usava para provocar Paloma, para forçá-la a vir à Cidade Nova atrás dele.

Com essa revelação, um nojo visceral tomou conta de Giovanna. As emoções evaporaram, deixando apenas uma clareza fria e implacável.

De agora em diante, ela manteria uma distância absoluta de Gustavo. Ela não seria mais um mero peão nos joguinhos sádicos daquele homem.

Sophia, percebendo a mudança na expressão de Giovanna, sussurrou:

— Olha, as fofocas nem sempre são verdade.

Giovanna deu um sorriso gélido:

— Se é verdade ou mentira, não faz a menor diferença para mim.

Ela levantou-se para ir ao banheiro.

No caminho de volta, ao passar por uma sala reservada, ouviu a risada de Paloma vazando pela fresta da porta.

— Gustavo, eu não aguento comer mais nada, pare de colocar comida no meu prato.

As unhas de Giovanna cravaram na palma das mãos. Ela apertou o passo e se afastou.

Dentro da sala, Landulfo Peixoto, que havia notado a silhueta de Giovanna passando pelo corredor, virou-se para a irmã:

— Você acha que esse tipo de teatrinho realmente funciona, Paloma?

Paloma tomou um gole de vinho tinto e respondeu com lentidão calculada:

— E por que não funcionaria? Mulheres como ela valorizam o próprio orgulho acima de qualquer coisa. É mil vezes mais fácil lidar com ela do que com aquela sem vergonha da Melissa Monteiro.

Landulfo retrucou:

— Então me arranja uma estratégia para eu conseguir levar ela pra cama pelo menos uma vez.

Giovanna fingiu que não o viu, caminhou na direção oposta e encontrou uma mesa isolada para se sentar.

Somente depois que ele e os executivos terminaram de comer e saíram, ela recolheu sua bandeja e deixou o refeitório.

À noite, ela foi ao clube de esgrima.

O Prof. Coelho já havia chegado.

Ele estava de pé perto da janela, conversando com o dono do clube.

Apesar de vestir o mesmo traje branco que todos os outros, o Prof. Coelho era alto e possuía uma postura imponente, exalando uma aura de autoridade e distanciamento que o destacava no ambiente.

O dono sorriu para Giovanna ao vê-la se aproximar e, em seguida, retirou-se.

Ela caminhou até ele e o cumprimentou:

— Prof. Coelho.

Aquele dia, porém, Gustavo parecia estar de péssimo humor. Durante os exercícios, uma aura densa e opressiva emanava dele, e seus ataques implacáveis fizeram Giovanna ser derrotada rapidamente, até ficar banhada em suor.

Gustavo abaixou a espada e ficou observando Giovanna, que estava sentada no chão ofegante, com os olhos escuros escondendo uma tempestade de emoções indecifráveis.

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