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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 146

O tio Miranda sorriu para ela e disse:

— Giovanna, ajude o Gustavo a ir até a sala de descanso para passar o efeito do álcool.

Giovanna assentiu. Amparando Gustavo, ela saiu do camarote e entrou na sala de descanso logo ao lado.

Antes mesmo que a porta se fechasse, Gustavo de repente se inclinou em sua direção, capturando seus lábios.

Ela paralisou por completo, incapaz de mover um único músculo.

Com os lábios inteiramente tomados pelos dele, Giovanna sentiu sua consciência se esvair aos poucos.

A mão dele pousou firmemente em sua cintura fina.

Os dois estavam perfeitamente colados um ao outro.

O beijo a deixou com o corpo inteiro dormente.

Era a primeira vez que experimentava aquela sensação de capitulação absoluta.

Mesmo durante todo o tempo com Lucas, ela jamais havia sentido tamanho arrebatamento.

— Gustavo... — ela murmurou suavemente contra o ombro dele. — Não podemos...

Ele a soltou devagar e, amparando o corpo trêmulo de Giovanna, caminhou até o sofá, puxando-a para se sentar em seu colo.

O nariz dela estava levemente rosado, assim como os cantos de seus olhos, o que tornava seu rosto pálido e delicado ainda mais comovente.

Giovanna tentou se desvencilhar, mas foi contida pela mão grande e firme dele.

A posição era íntima demais; ela sentia o corpo queimar, vermelha da cabeça aos pés.

Gustavo cobriu-a com seu paletó e, com os lábios encostados no ouvido dela, sussurrou com a voz rouca:

— Me ajude, Giovanna.

— O quê? — A voz dela tremeu, sem compreender a intenção por trás daquelas palavras.

Ele não poderia estar pedindo para que ela o ajudasse ali mesmo, naquele sentido...

Um breve arrependimento por tê-lo acompanhado passou por sua mente.

O Gustavo daquele momento exalava uma predação puramente masculina, como se estivesse prestes a devorá-la por inteiro.

Com um tom sombrio, ele explicou:

— Eu não tinha como recusar o encontro às cegas desta noite. Então, a única saída foi trazer você comigo.

Ela leu a exaustão profunda no olhar dele.

A mão que repousava no ombro do homem foi, aos poucos, perdendo a força para resistir.

Um vulto passou do lado de fora da porta de vidro fosco.

Gustavo perguntou em um tom baixo:

Quando saíram da sala de descanso, o tom avermelhado no rosto de Giovanna ainda não havia desaparecido.

Ao vê-los, o tio Miranda e os outros trocaram sorrisos repletos de segundas intenções.

— E nós aqui achando que o Gustavo só tinha olhos para os negócios... Quem diria que ele também não resiste aos encantos de uma bela mulher.

A jovem sentada no sofá, que seria o par do encontro, não conseguiu evitar lançar um olhar carregado de ressentimento para Giovanna.

No caminho de volta, após o término dos compromissos de Gustavo, Giovanna permaneceu de cabeça baixa, mergulhada em um silêncio absoluto.

Bastava lembrar das cenas recentes para que a vergonha a fizesse querer cavar um buraco no chão e desaparecer.

Notando que ela mal havia tocado na comida durante o jantar e considerando o desgaste da encenação que fizeram, Gustavo presumiu que ela estivesse faminta e pensou em convidá-la para comer algo.

De repente, o celular dela tocou.

Giovanna pegou o aparelho.

Era Lucas.

— Giovanna, meu amorzinho, a vovó acabou de me ligar pedindo para irmos visitá-la. Onde você está? Eu passo para te buscar e vamos juntos ao hospital — a voz dele soava impecavelmente atenciosa e transbordava carinho.

Acreditando que algo de ruim pudesse ter acontecido com a avó, Giovanna concordou de imediato:

— Tudo bem, me espere na frente do meu apartamento.

Ao ouvir que ela iria se encontrar com Lucas, a expressão de Gustavo, que há segundos exalava gentileza, congelou instantaneamente.

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