— Obrigada, vovó. Meu trabalho está indo bem, não há nada em que eu precise da ajuda do Sr. Gustavo.
A empregada trouxe lanches e frutas, e Dona Goulart insistia o tempo todo para que ela comesse mais.
Havia um álbum de fotos no sofá. A idosa o pegou, apontou para três crianças na foto e disse: — Estes são o Gustavo e os irmãos dele.
Giovanna observou o Gustavo de sete ou oito anos de idade. Achou que a personalidade dele na infância parecia ser igual à de agora; a expressão já era incrivelmente séria e contida.
Dona Goulart continuou: — Os pais deles viviam ocupados com os próprios assuntos e nunca tinham tempo para as crianças. Então, nós dois, os avós, fomos quem os criamos. O Gustavo era até um menino bem animado quando pequeno, mas depois o meu velho o educou para ser um mini-adulto, e ele perdeu toda a graça.
— Alguns anos atrás, o irmão dele, Gabriel, sofreu um acidente. O Gustavo era muito apegado a ele e, por causa disso, ficou deprimido por muito tempo... Somando isso ao peso de herdar a Família Goulart, ele acabou se tornando esse homem calado de hoje. Mas o Gustavo, no fundo, é uma pessoa muito gentil e cuida muito bem da família. Você vai perceber isso com o tempo.
Através de Dona Goulart, Giovanna foi aos poucos conhecendo o passado de Gustavo.
Ela sempre achara que ele era o típico filho dos céus, que tivera uma vida mansa e sem obstáculos. Não imaginava que, sob toda aquela aura de poder, também houvesse tanta dor que ele não podia mostrar a ninguém.
— O senhor chegou.
Ao ouvir a voz da empregada, Dona Goulart bufou: — Eu já estava achando que ele ia trabalhar tanto a ponto de esquecer dessa velha aqui.
Passos soaram, aproximando-se.
Giovanna virou a cabeça e viu Gustavo entrando na sala.
Ele continuava usando seu impecável terno preto sob medida. A postura era ereta, as feições frias e severas, e o corpo inteiro emanava aquela aura intimidadora e natural de um líder.
— Vovó. — Ele cumprimentou a senhora primeiro e, depois, olhou para Giovanna. — A Srta. Giovanna também está aqui.
Giovanna respondeu com um tom ameno e educado: — Sr. Gustavo, vim visitar a Avó Goulart e aproveitei para devolver o seu paletó.
Vendo que ela já iria embora depois de tão pouco tempo, Dona Goulart ficou chateada: — Já vai? A vovó ainda tinha tanta coisa para conversar com você.
Giovanna sorriu: — Eu volto da próxima vez.
Dito isso, ela pegou a bolsa e caminhou em direção ao hall de entrada.
Dona Goulart queria que Gustavo acompanhasse Giovanna, mas, por mais que fizesse sinais com os olhos, o neto parecia repentinamente cego.
Sem saída, a idosa esbravejou: — Gustavo, acompanhe a Giovanna até a porta e leve-a para casa.
Gustavo ergueu levemente os olhos, deu uma olhada em Giovanna, que estava trocando de sapatos, e respondeu de forma lenta e arrastada: — Vovó, eu acabei de chegar e não tive tempo nem de sentar direito. Peça para o motorista levá-la, não é o suficiente?
Vendo que Giovanna já havia aberto a porta e saído, Dona Goulart atirou uma almofada em Gustavo: — Desse jeito, como eu posso esperar que você me traga uma nora?! Tem um rosto tão bonito e não sabe usar, que desperdício dos bons genes da Família Goulart! Vá logo atrás da Giovanna!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......