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Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata romance Capítulo 144

— Obrigada, vovó. Meu trabalho está indo bem, não há nada em que eu precise da ajuda do Sr. Gustavo.

A empregada trouxe lanches e frutas, e Dona Goulart insistia o tempo todo para que ela comesse mais.

Havia um álbum de fotos no sofá. A idosa o pegou, apontou para três crianças na foto e disse: — Estes são o Gustavo e os irmãos dele.

Giovanna observou o Gustavo de sete ou oito anos de idade. Achou que a personalidade dele na infância parecia ser igual à de agora; a expressão já era incrivelmente séria e contida.

Dona Goulart continuou: — Os pais deles viviam ocupados com os próprios assuntos e nunca tinham tempo para as crianças. Então, nós dois, os avós, fomos quem os criamos. O Gustavo era até um menino bem animado quando pequeno, mas depois o meu velho o educou para ser um mini-adulto, e ele perdeu toda a graça.

— Alguns anos atrás, o irmão dele, Gabriel, sofreu um acidente. O Gustavo era muito apegado a ele e, por causa disso, ficou deprimido por muito tempo... Somando isso ao peso de herdar a Família Goulart, ele acabou se tornando esse homem calado de hoje. Mas o Gustavo, no fundo, é uma pessoa muito gentil e cuida muito bem da família. Você vai perceber isso com o tempo.

Através de Dona Goulart, Giovanna foi aos poucos conhecendo o passado de Gustavo.

Ela sempre achara que ele era o típico filho dos céus, que tivera uma vida mansa e sem obstáculos. Não imaginava que, sob toda aquela aura de poder, também houvesse tanta dor que ele não podia mostrar a ninguém.

— O senhor chegou.

Ao ouvir a voz da empregada, Dona Goulart bufou: — Eu já estava achando que ele ia trabalhar tanto a ponto de esquecer dessa velha aqui.

Passos soaram, aproximando-se.

Giovanna virou a cabeça e viu Gustavo entrando na sala.

Ele continuava usando seu impecável terno preto sob medida. A postura era ereta, as feições frias e severas, e o corpo inteiro emanava aquela aura intimidadora e natural de um líder.

— Vovó. — Ele cumprimentou a senhora primeiro e, depois, olhou para Giovanna. — A Srta. Giovanna também está aqui.

Giovanna respondeu com um tom ameno e educado: — Sr. Gustavo, vim visitar a Avó Goulart e aproveitei para devolver o seu paletó.

Vendo que ela já iria embora depois de tão pouco tempo, Dona Goulart ficou chateada: — Já vai? A vovó ainda tinha tanta coisa para conversar com você.

Giovanna sorriu: — Eu volto da próxima vez.

Dito isso, ela pegou a bolsa e caminhou em direção ao hall de entrada.

Dona Goulart queria que Gustavo acompanhasse Giovanna, mas, por mais que fizesse sinais com os olhos, o neto parecia repentinamente cego.

Sem saída, a idosa esbravejou: — Gustavo, acompanhe a Giovanna até a porta e leve-a para casa.

Gustavo ergueu levemente os olhos, deu uma olhada em Giovanna, que estava trocando de sapatos, e respondeu de forma lenta e arrastada: — Vovó, eu acabei de chegar e não tive tempo nem de sentar direito. Peça para o motorista levá-la, não é o suficiente?

Vendo que Giovanna já havia aberto a porta e saído, Dona Goulart atirou uma almofada em Gustavo: — Desse jeito, como eu posso esperar que você me traga uma nora?! Tem um rosto tão bonito e não sabe usar, que desperdício dos bons genes da Família Goulart! Vá logo atrás da Giovanna!

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