Nos dois dias que se seguiram, Sabrina continuou na equipe. O Sr. Andrade não aplicou nenhuma punição a ela.
Giovanna sabia muito bem que aquilo era obra de Lucas.
Por mais idiotices cruéis que Sabrina cometesse, Lucas sempre estaria nos bastidores, mimando-a incondicionalmente e limpando toda a sua sujeira com uma naturalidade assustadora, sem o menor sinal de culpa.
No entanto, se os funcionários do Grupo Albuquerque não ousavam se manifestar, o pessoal do Grupo Goulart não seria tão complacente.
Durante aqueles dias, os colegas do Grupo Goulart não deram um único sorriso para Sabrina.
Ela tentava se reaproximar, mas era tratada como ar. Ficava furiosa e magoada, mas o Grupo Goulart tinha o direito de ser orgulhoso, e ela não podia fazer absolutamente nada.
Por três dias seguidos, Giovanna foi à mansão de Gustavo para lhe fazer massagens.
Gustavo também sempre insistia para que ela ficasse para o jantar.
Embora ela achasse aquela dinâmica entre os dois um tanto estranha.
No entanto, Gustavo não dizia nada que pudesse causar mal-entendidos, parecendo tratá-la apenas como uma amiga comum.
E ela, de fato, precisava assumir a responsabilidade pelo ferimento dele.
Por isso, não tinha como recusar.
Na quarta noite, Gustavo já não precisava mais ficar deitado na cama repousando.
Sentado no sofá, ele olhou para Giovanna, que acabara de lavar a louça e saía da cozinha, e disse: — Srta. Giovanna, a partir de amanhã, você não precisa mais vir.
Giovanna piscou, surpresa, e então assentiu: — Está bem. A lombar do Sr. Gustavo já não dói mais, certo?
A lombar de um homem era algo muito importante.
Se ele ficasse com alguma sequela por causa dela, ela se sentiria profundamente culpada.
Gustavo respondeu com um murmúrio afirmativo e acrescentou: — Se voltar a doer, continuarei chamando a Srta. Giovanna para assumir a responsabilidade.
O que ele queria dizer com "assumir a responsabilidade"?
Usar aquele tom tão sério e formal para dizer algo tão provocante... aquilo era mesmo apropriado?
As orelhas dela voltaram a esquentar levemente.
Respirando fundo, ela lhe disse: — Sendo assim, já vou indo.
Gustavo não tentou impedi-la.
Ao sair da mansão e pensar que não precisaria mais voltar ali, um lampejo de vazio passou pelo coração de Giovanna.
Paloma, que estava parada logo atrás de Gustavo, viu a preocupação disfarçada dele com Giovanna e cravou as unhas nas palmas das mãos.
Ajustando suas emoções, ela se aproximou e perguntou num tom solícito: — Giovanna, você está bem? Quer que eu a ajude a voltar para a sua mesa?
Giovanna sabia muito bem que Paloma não gostava dela. Como ousaria aceitar sua ajuda? Se aceitasse, não saberia qual seria a próxima armadilha no segundo seguinte.
Além disso, percebeu que Paloma parecia ter ido à empresa tratar de algum assunto com Gustavo; o melhor era não atrapalhar.
Ela olhou para os dois e disse, com a voz desprovida de qualquer emoção: — Não vou incomodá-los. Vou voltar ao trabalho.
Dito isso, virou-se e entrou em outro elevador.
Gustavo acompanhou as costas dela com o olhar. Só quando a figura desapareceu por completo é que ele desviou a atenção.
Paloma sentia o peito apertar de ciúmes, mas não fez perguntas sobre a relação dos dois.
Ela não era do tipo que perdia a compostura.
Fazer interrogatórios e armar barracos eram táticas de mulheres estúpidas. Ela era a Senhorita da Família Peixoto e não baixaria o nível a esse ponto.
Ao meio-dia, vários colegas se apressaram em ir até a mesa de Giovanna para convidá-la para almoçar com eles.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......