Paloma estremeceu e por um triz não perdeu a sua expressão gentil e recatada.
Mas logo se recompôs.
— Não entendo o que quer dizer, Gustavo. Eu não a incriminei.
Gustavo soltou uma risada breve.
Sua voz soou fria e cortante.
— Paloma, eu não sou idiota. Sei muito bem o que se passa na sua cabeça. Não precisa fingir.
As palmas das mãos de Paloma suavam, mas ela reuniu coragem para perguntar.
— Gustavo, você... gosta dela?
Ela esperava que ele negasse.
Mas, para sua surpresa, ele apenas murmurou um calmo "sim".
A expressão no rosto de Paloma congelou. Ela olhou para ele, em choque:
— Por quê?
— Não tem um porquê. Paloma, eu sei de todos os seus joguinhos e do que você fez com a Melissa no passado. De agora em diante, espero que você fique longe da Giovanna.
Dizendo isso, ele virou as costas e saiu do quarto.
Paloma apertou os lençóis com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos, e de repente um sorriso sinistro e distorcido se formou em seus lábios.
Quem aquela Giovanna achava que era?
Que direito ela tinha de competir com ela?
Gustavo só podia pertencer a ela.
A Sra. Peixoto ao ver Gustavo sair do quarto, sorriu e perguntou:
— Não me diga que você veio até aqui apenas para ver a mim e à Paloma?
Gustavo respondeu com um tom suave:
— Eu vim porque tenho negócios com a Família Albuquerque. Mas a senhora idosa da família me encarregou de convidá-la para jantar na nossa mansão principal.
A Sra. Peixoto assentiu:
— Eu irei em alguns dias.
Gustavo fez um leve aceno com a cabeça e, quando estava prestes a sair, virou-se e disse:
— Tia Ivone, descobri algo durante este meu tempo na Cidade Nova. No entanto... — ele fez uma pausa —, peço que não crie muitas esperanças por enquanto.
A Sra. Peixoto olhou para ele com confusão.
Gustavo explicou:
— Encontramos a enfermeira da clínica que realizou o seu parto.
A mulher enlouquecida embalava um travesseiro, resmungando palavras absurdas na direção dela. A Sra. Peixoto não conseguia entender absolutamente nada do que ela dizia.
Percebendo que não obteria nenhuma resposta, a Sra. Peixoto pareceu perder todas as forças e acompanhou Gustavo para fora do quarto.
— Gustavo, não há nenhuma maneira de fazer essa mulher recuperar a sanidade? — A Sra. Peixoto perguntou desesperadamente.
Gustavo explicou:
— Ela também teve gêmeos naquela época. Quando os bebês tinham dois anos e brincavam em frente à casa, caíram num lago e se afogaram devido à negligência dos sogros dela. Quando ela fez o seu parto e viu os seus gêmeos, pode ter se lembrado de seus próprios filhos. Ouvi dizer que ela viveu em uma aldeia com seus gêmeos por um tempo e que, depois que os bebês desapareceram novamente, ela enlouqueceu de vez... Quando a encontramos, ela já estava internada neste sanatório há muitos anos. É impossível tirar qualquer informação dela.
O coração da Sra. Peixoto apertou em profunda agonia, e ela mal conseguiu se sustentar em pé.
Gustavo disse suavemente:
— Vou pedir para tentarem encontrar outro método. Por agora, deixe-me levá-la de volta.
Uma vez dentro do carro, a Sra. Peixoto continuava com uma forte opressão no peito.
Ao passarem por um parque, ela se lembrou de que costumava passear ali frequentemente quando estava grávida. Assim, ela pediu:
— Gustavo, eu gostaria de dar uma caminhada naquele parque. Se você tiver compromissos, pode ir na frente.
Gustavo assentiu:
— Está bem.
Ele ordenou ao motorista que encostasse o carro, garantiu que os seguranças acompanhassem a Sra. Peixoto e só então partiu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......