O carro parou em frente ao apartamento de Giovanna.
Lembrando-se de algo, ela se virou para Gustavo:
— Sr. Gustavo, ainda não perguntei. Que favor o senhor precisava que eu fizesse hoje?
Gustavo olhou pelo retrovisor, observando o carro que os havia seguido por todo o trajeto. Ele deu um leve sorriso:
— Você já me ajudou. Pode subir.
Giovanna olhou para ele sem entender. Como ele não demonstrou nenhuma intenção de explicar, ela não insistiu.
— Tenho algo para devolver ao senhor. Importa-se de me esperar aqui um minuto?
Alguns minutos depois, Giovanna retornou trazendo o xale de lã.
— Este é o xale que o senhor me emprestou da outra vez. Eu já mandei lavar a seco.
Gustavo sorriu levemente, pegou o xale, despediu-se dela e mandou o motorista seguir.
Assim que Giovanna entrou em casa e antes mesmo de conseguir beber um copo d'água, o celular tocou. Era Lucas.
— Giovanna, você voltou para o seu apartamento de novo? — A voz dele carregava uma irritação contida, mas disfarçada por um verniz de falsa preocupação.
Giovanna, ouvindo o descontentamento cínico dele, rebateu com uma frieza cortante:
— Você passou a noite inteira jantando com os Souza. É realmente apenas pela parceria de negócios? Porque o jeito que a Srta. Sabrina e a Sra. Souza olham para você não é o de quem olha apenas para um parceiro de negócios.
Lucas ficou em silêncio por um longo momento. Ao invés de responder, ele adotou seu tom de marido magnânimo e paciente, manipulando a situação:
— Não quero brigar com você por motivos tão sem sentido, meu amor. Já que você está chateada, pode dormir no apartamento hoje. Amanhã eu passo aí para buscar você e voltarmos para casa.
E com isso, ele desligou o telefone.
Giovanna ignorou solenemente o humor dele. Foi tomar um banho e se deitar. Sua mente estava concentrada em outras coisas.
No dia seguinte, assim que chegou ao escritório, um colega que vinha apressado na direção oposta esbarrou nela.
— Desculpe, desculpe, não foi de propósito!
Era Zélio, um pesquisador da filial do Grupo Goulart. Um rapaz tímido e que quase não tinha presença no escritório.
Giovanna respondeu que estava tudo bem e estava prestes a ir para a sua mesa, quando notou a expressão de puro pânico no rosto dele.
— O que aconteceu? — ela perguntou.
Zélio esfregou os cabelos, desesperado:
Ele abriu um sorriso radiante: — Muito obrigado!
Giovanna assentiu com a cabeça e voltou para a sua mesa para continuar trabalhando.
Amábilia, a colega que sentava ao lado de Zélio, virou-se para ele com desprezo:
— Por que você foi pedir ajuda a ela? Não tem medo de que ela te ferre?
Zélio, que agora já via Giovanna como uma espécie de ídolo intocável, tomou as dores dela imediatamente:
— Não fale assim dela! Nunca houve provas de que aquelas coisas que disseram dela eram verdade. E ela é realmente incrível. Se não fosse por ela agora, eu teria que morar no escritório pelo próximo mês inteiro.
Amábilia torceu os lábios: — Ela só consegue enganar idiotas como você.
À noite, Lucas mandou uma mensagem avisando que estaria na frente do apartamento de Giovanna às oito horas em ponto para buscá-la.
Giovanna nem se deu ao trabalho de responder. Ao invés disso, foi direto para a casa da tia.
Sua tia estava trabalhando na filial distante durante aqueles dias, e com o tempo de deslocamento longo, só voltava para casa de madrugada. Giovanna comprou algumas carnes e legumes e foi preparar o jantar.
A avó não estava bem de saúde ultimamente e não conseguia cozinhar, mas para economizar, havia dispensado a empregada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......