Antes de sair, Felipe ainda lhe mostrou a língua.
Lucas repreendeu o sobrinho levianamente, sem dar real importância ao ocorrido.
Giovanna não pestanejou. Ergueu o vaso de cristal que decorava a mesa, atirou as flores no sofá e despejou toda a água diretamente sobre o garoto malcriado.
Os semblantes de Olívia e Patrícia desfiguraram-se na mesma hora.
— Giovanna, o que você está fazendo?! O Felipe é só uma criança! Que tipo de adulto implica com uma criancinha?!
Com a expressão vazia, Giovanna pousou o vaso de volta na mesa. — O que as crianças mais precisam é da orientação correta dos adultos. Se não for educado agora, no futuro ele será ainda mais incontrolável. E quando ofender as pessoas erradas lá fora, as consequências não serão tão fáceis de contornar. Afinal, a Família Albuquerque só lida com pessoas de alto escalão, e nem todo mundo será como eu, alguém sem família rica para me dar suporte, que vocês acham que podem pisotear e manipular à vontade.
Olívia rosnou: — Que bobagem você está dizendo? Quando foi que eu te manipulei?
Giovanna cravou os olhos nela: — E não manipulou?
Patrícia avançou para esbofetear Giovanna, mas Lucas foi rápido em interceptá-la, assumindo seu papel de marido apaziguador: — Pronto, chega. Vamos todos nos acalmar. O Felipe realmente precisa ser corrigido de vez em quando. Vamos esquecer isso por hoje.
Encharcado da cabeça aos pés, Felipe gritava e esperneava, contido pela babá.
Tremendo de ódio, Patrícia engoliu a raiva ao ver a postura rígida do irmão e arrastou o filho para o quarto para trocar de roupa.
Lucas virou-se para Giovanna, um traço de reprovação sob a máscara de carinho: — Meu amor, você não acha que fez uma tempestade num copo d'água agora há pouco?
O tom dela continuou plano, como uma lâmina fria: — Foi assim que você disse que a sua família iria me tratar muito bem? Curioso. Eu não vi nada disso.
Lucas engasgou, incapaz de formular uma resposta rápida.
Durante o almoço, Felipe lançou a Giovanna um sorriso perverso e, de propósito, derramou caldo quente sobre a mão dela.
Giovanna franziu o cenho e imediatamente pegou a tigela de sopa da mesa. O garoto recuou assustado.
Antecipando o movimento, Lucas segurou a mão dela com firmeza amorosa.
Felipe berrou a plenos pulmões: — Você não é minha tia nada! A minha tia é a...
Patrícia tapou a boca do filho num movimento brusco, a palidez invadindo o seu rosto.
Lucas olhou para o sobrinho. Antes, achara a atitude de Giovanna explosiva demais, mas agora ficava claro que o garoto passara de todos os limites. — Felipe, você realmente está impossível. De castigo: não vai poder sair para brincar pelos próximos dois dias. Vai ficar em casa praticando caligrafia.
O rosto de Felipe ficou vermelho de ódio.
Com o pai sempre ocupado, era a mãe quem tomava conta dele. Patrícia costumava levá-lo à Mansão Albuquerque, onde o tio Lucas o enchia de mimos. Agora, vê-lo puni-lo por causa daquela mulher má só fez o ódio do garoto por Giovanna crescer.
Suspirando com condescendência, Lucas seguiu para o quarto para se trocar.
Olívia fixou os olhos em Giovanna e zombou: — Agindo desse jeito... O seu plano é me matar de raiva?
Giovanna continuou mastigando sem pressa: — Se você tivesse um espírito mais elevado, como poderia se deixar irritar por mim?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......