Giovanna achou as palavras dele simplesmente ridículas.
Ela já havia se mudado há tanto tempo, e ele só percebeu agora.
Sabrina Souza monopolizava tanto o tempo e a atenção dele que ele nem sequer notou a ausência da esposa.
Será que ele achava que ela aceitaria de bom grado ser apenas mais uma em seu harém?
— O que isso tem a ver com você? — ela respondeu com uma frieza cortante.
Ela pensou novamente no bebê morto, e suas entranhas doeram.
— Giovanna, não seja teimosa, querida. Qualquer mal-entendido que tivermos, podemos resolver conversando com calma — ele suavizou o tom de voz, num fingimento impecável.
A voz de Giovanna ficou ainda mais gélida.
— Eu não vou voltar. Nunca mais.
Dito isso, ela se virou para sair.
Agora, até mesmo trocar uma única palavra com ele a deixava enojada.
Ao ver a determinação dela em se separar, Lucas sentiu um aperto súbito e incômodo no peito.
Mas ele não permitiria que ela fosse embora daquele jeito.
— Explique-se! O que há de errado com você?
Ele fechou a cara e a puxou com força em direção ao carro.
Giovanna ainda estava muito fraca fisicamente e não conseguia resistir, sendo arrastada para dentro do carro com extrema facilidade.
— Me solte!
Lucas, no entanto, não percebeu a condição física debilitada dela e disse em um tom autoritário e mimado:
— Giovanna, eu já a trato bem o suficiente, meu bem. Não teste os meus limites. Posso tolerar qualquer uma de suas birrinhas, menos essa ideia de me deixar. Isso é inaceitável.
Ao ouvir isso, ela perdeu até mesmo a vontade de discutir, apenas o encarando com um olhar morto e entorpecido.
O carro parou em frente à mansão.
Lucas a puxou com força para fora.
Ela cambaleou alguns passos e quase caiu, mas ele continuou totalmente alheio a isso.
Rosa observava com curiosidade o patrão furioso e a patroa inexpressiva, mas não ousou dizer uma palavra.
Lucas arrastou Giovanna escada acima, entrou no quarto e a jogou na cama.
Giovanna mordeu o lábio inferior devido à dor.
Ela cerrou os punhos com força, fuzilando Lucas com o olhar.
Ele afrouxou a gravata e a encarou friamente:
Desde o aborto, seu corpo continuava sangrando.
Após aquela luta inútil, ela já não tinha forças nem para se sentar.
Lucas saiu do banheiro e a olhou com descontentamento.
— Eu não sei que loucura deu em você, mas é bom você lembrar que você é a minha mulher, e o único lugar onde deve ficar é aqui. Se ousar me deixar... experimente para ver.
Após a ameaça, ele a ignorou e foi para o escritório ao lado.
Pouco depois, ele recebeu uma ligação de Sabrina e saiu da mansão de carro.
Ao ouvir o som do carro se afastando, Giovanna respirou fundo, sentou-se lentamente e se preparou para ir embora da mansão.
Quando Rosa a viu sair, perguntou se ela queria comer alguma coisa.
Giovanna a ignorou e foi até o hall de entrada para calçar os sapatos, mas foi parada por Rosa.
— Senhora, o patrão avisou que a senhora não pode sair para lugar nenhum esta noite.
Giovanna sentiu uma pontada de dor no abdômen e teve dificuldade para se manter em pé.
Já que Lucas havia saído, não havia problema em passar a noite ali para descansar.
Não precisava castigar o próprio corpo.
Sem dizer uma palavra a Rosa, ela se virou e voltou para o quarto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ele Me Chamou de Estéril, Mas Eu Carregava o Herdeiro do Magnata
Não vão atualizar os capítulos liberados? Seis já sem atualização!...
Olá! Irão desbloquear? Caso não vão, gostaria de saber para desistir do livro, mesmo ele sendo muitoooooo bom !...
Por favor, o capítulo 191 consta como liberado, mas não está...
Teria como liberar os capítulos após o 191? Consta que estão livres, mas continua bloqueados...
Por favor, atualizem!...
Poxa, tá liberado até o 190 e depois pula pro 227 liberado.......